Médica explica doença diagnosticada no apresentador João Gordo: ‘Não tem cura’

João Gordo teve qualidade de vida arruinada em 2022 após avanço de doença incurável

João Gordo mudou estilo de vida após diagnóstico
João Gordo mudou estilo de vida após diagnóstico - Foto: Reprodução/Instagram

O apresentador João Gordo foi diagnosticado com DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica). A informação foi confirmada pela esposa do artista, Viviane Torrico, em junho de 2022, após um desabafo do famoso sobre a falta de qualidade de vida.

“Quando muda o tempo, fico cheio de catarro e não consigo dormir”, contou ele, que, na ocasião, mostrou um tratamento na tentativa de desentupir as vias respiratórias. A doença não é popularmente conhecida e muita gente ainda não sabe como ela surge.

CARAS Brasil entrevista a Dra. Cibele Spinelli, médica nutróloga, que explica que a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) trata-se de uma condição respiratória que dificulta a passagem de ar pelos pulmões, provocando falta de ar, tosse crônica e fadiga.

“As principais causas são o tabagismo (ativo e passivo), a exposição à fumaça de lenha ou poluentes e, em menor número de casos, fatores genéticos, como a deficiência de alfa-1 antitripsina”, explica a especialista, que ainda afirma que a doença que afeta o apresentador não tem cura.

“A DPOC não tem cura, mas tem tratamento. Com cessação do tabagismo, uso correto das medicações, reabilitação pulmonar, exercícios adaptados e dieta adequada, é possível reduzir sintomas, prevenir crises e manter autonomia e qualidade de vida”, detalha.

Além da baixa qualidade de vida, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica pode interferir no lado nutricional do paciente. Isso porque pessoas que fazem parte desse grupo têm maior gasto de energia e, muitas vezes, dificuldade para se alimentar.

“A nutrição é um pilar essencial do tratamento. Devido a esses pontos sobre gasto de energia, a doença favorece a perda de peso e de massa muscular. Uma dieta adequada ajuda a preservar músculos, fortalecer a imunidade e melhorar a qualidade de vida, tornando o organismo mais resistente às crises da doença”, diz.

Segundo a médica, pacientes com DPOC não precisam seguir alguma dieta específica. “Não existe uma ‘dieta única’, mas recomendações fundamentais”, explica a profissional, que, em seguida, lista alguns pontos sobre a alimentação de pacientes como o apresentador:

  • Ajustar calorias de acordo com a necessidade individual, evitando tanto a desnutrição quanto o excesso de gordura.
  • Priorizar proteínas de qualidade (carnes magras, ovos, laticínios, peixes, suplementos quando necessário), pois ajudam a preservar músculos.
  • Controlar carboidratos em alguns casos, já que, em excesso, podem aumentar a produção de gás carbônico no corpo.
  • Garantir vitaminas e minerais, como vitamina D, magnésio e cálcio, que influenciam diretamente na força muscular e na respiração.

Dra. Cibele Spinelli é Médica nutróloga, com Residência em Clínica Médica pelo HRPP e Estágio de Nutrologia pela USP Ribeirão Preto; Pós graduação em Nutrologia pela ABRAN Título de especialista em nutrologia; Coordenadora Pós graduação em Saúde da mulher. CRM 139.680/RQE 79.239