Luciana Gimenez revela medo após cirurgia e médico explica: ‘Há uma relação’
No começo do ano, Luciana Gimenez precisou realizar uma cirurgia de emergência. A apresentadora confessou ter desenvolvido um medo após a operação

A apresentadora Luciana Gimenez (55) surpreendeu ao contar que desenvolveu o medo de dormir após passar pela cirurgia de correção de hérnia de disco cervical. Em entrevista no programa Sensacional, da RedeTV, a estrela contou que o procedimento aconteceu há 3 meses e ela ficou com medo de voltar a sentir dor enquanto dorme. Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista o reumatologista Fabio Jennings.
Luciana comentou sobre a recuperação do procedimento cirúrgico e desbafou sobre o medo: “Tenho medo de dormir. Não durmo mais, porque aconteceu enquanto eu estava dormindo. Então fico pensando na minha coluna”, disse ela.
O que diz o especialista?
Segundo o Dr. Fabio Jennings, médico reumatologista do corpo clínico do Albert Einstein com Especialização em Medicina Esportiva pela Universidade de Stanford- Califórnia (EUA), existe uma relação entre o sono e a piora das dores nas hérnias discais.
“O fato é explicado porque durante a noite, os discos intervertebrais ficam mais hidratados (atraem os líquidos) e com isso aumentam a compressão da saídas dos nervos da coluna. Também, durante à noite, ocorre a rigidez dos músculos e tendões causada pelo imobilismo o que leva à piora do desconforto. Adicionalmente, os níveis de cortisol caem levando ao aumento do processo inflamatório e doloroso nas articulações. A relação entre o sono à noite e a piora da dor nas hérnias discais é verdadeira”, afirma.
Dados que chamam a atenção
Com dados do ano de 2023, a Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que a hérnia de disco aflige oito a cada dez pessoas no mundo. Por isso, o reumatologista fala sobre o tratamento, mas reforça que cada caso é individual e exige acompanhamento com um especialista.
“A abordagem é direcionada ao tratamento do processo inflamatório e compressivo gerado pela hérnia discal, pelos métodos conservadores (medicamentos e fisioterapia) ou pelos procedimentos cirúrgicos que retiram o componente de compressão mecânica da hérnia”, responde.
O Dr. Fabio Jennings menciona a importância da atenção com o sono: “Há uma relação estreite entre a dor e os distúrbios de sono. Geralmente, pacientes com dor crônica (que dura mais de 3 meses) evoluem com insônia ou sono não restaurador”.
“Isso leva ao aumento da dor, distúrbios de humor (depressão e ansiedade) e redução da capacidade funcional e cognitiva do indivíduo. É importante o trabalho de equipe multidisciplinar com médicos, fisioterapeutas, psicólogos etc para o sucesso do tratamento”, finaliza o reumatologista.
Leia mais em: Médico explica cirurgia de urgência em casos como de Luciana Gimenez: ‘Dor extrema’
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