Fernanda Keulla fala sobre diagnóstico de doença rara após nove anos
Apresentadora Fernanda Keulla relatou experiência com a doença rara e destacou a importância do cuidado com a saúde: "Sofri muito"

Fernanda Keulla, que marcou presença no festival The Town no último final de semana, abriu o coração em entrevista ao gshow ao falar sobre um período desafiador de sua trajetória pessoal. A campeã do BBB-13 contou que levou nove anos para receber o diagnóstico correto de Síndrome de Sjögren, uma doença rara e autoimune que afeta principalmente as articulações.
“É uma doença que ataca as articulações, então eu sentia muita dor, muita fadiga. As pessoas achavam que eu estava com baixa imunidade, com falta de vitamina, que eu precisava de um psiquiatra. Sofri muito esse preconceito, até familiar, das pessoas acharem que eu estava sempre mal”, disse. Segundo ela, a falta de compreensão agravou o período de incertezas e reforçou os desafios além da própria condição de saúde.
Após o diagnóstico, Fernanda afirma ter alcançado maior tranquilidade em sua rotina, com um acompanhamento médico que garantiu estabilidade e permitiu que a apresentadora voltasse a ter qualidade de vida. “O meu reumatologista me deu esse diagnóstico e hoje estou ok tomando meus remedinhos, que vou tomar a vida inteira. Consigo controlar, remissão total”, contou.
Na conversa, ela também reforçou a necessidade de atenção aos sinais do corpo e destacou a importância do diagnóstico precoce. “Se cuidem. As doenças autoimunes são muitas vezes silenciosas. As dores nas articulações, o ressecamento da garganta e dos olhos são sintomas muito comuns que as pessoas confundem com outras doenças. Então é bom ficar de olho”, alertou.
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Sobre a Síndrome de Sjögren
Em entrevista à CARAS Brasil, Dra. Lucia Buffulin explicou que a Síndrome de Sjögren é uma doença autoimune que provoca inflamação nas glândulas salivares e oculares, levando a sintomas como boca seca, olhos secos, dores articulares e fadiga.
A Dra. detalhou que a patologia pode se manifestar isoladamente ou em associação com outras doenças autoimunes, como artrite reumatoide e lúpus. “É necessário atenção muito grande porque ela pode ser sistêmica, pode levar a lesões pancreáticas e complicações hematológicas”, afirmou.
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