Faustão recebe cuidados após alta e médica fala sobre transplante cardíaco: ‘Complexidade’
Após o transplante cardíaco em 2023 de Faustão e internação grave em 2025, a Dra. Lívia Sant'anna falou sobre a necessidade da cirurgia

O apresentador Faustão (75) recebeu alta recentemente após ficar internado e passar por um transplante de fígado e um retransplante de rim. Ele precisou fazer um transplante de coração em 2023 e se recuperou bem. O filho, João Silva (21), revelou neste final de semana à CNN Brasil: “Meu pai está bem. A recuperação é um dia após o outro. Mas está indo legal. Acho que em dois meses nós vamos ver uma bela melhora“. Em entrevista à CARAS Brasil, a cardiologista Lívia Sant’Ana falou sobre o procedimento cardíaco.
Por que é necessário fazer o transplante?
O apresentador realizou, ao final de 2023, a cirurgia e foi um sucesso. Ele sofria de uma grave insuficiência cardíaca. A cardiologista explicou: “O transplante cardíaco é indicado quando o coração perde, de forma grave e irreversível, a capacidade de bombear sangue. Isso acontece em casos de insuficiência cardíaca avançada, quando o paciente já não responde a medicamentos, procedimentos ou dispositivos de assistência circulatória. Foi justamente o que ocorreu com ele, que conviveu por anos com problemas cardíacos e precisou do transplante como única alternativa de vida.”
Sinais de transplante
A médica também alerta que, para chegar na necessidade de transplante como último recurso, são necessárias algumas constatações. A Dra. Lívia pontua: “Os principais sinais de disfunção cardíaca grave incluem: falta de ar mesmo em repouso, fadiga intensa, palpitações, tonturas, desmaios e arritmias (alterações no ritmo do coração). Além disso, pode ocorrer retenção importante de líquidos, que não se limita ao inchaço nas pernas, mas pode evoluir para anasarca (inchaço generalizado) e acúmulo de líquido no abdome e nos pulmões. Quando esses sintomas persistem apesar do tratamento otimizado, avaliamos a indicação de transplante.”
Riscos e cuidados
Toda a cirurgia ou procedimento traz algum risco. Em relação ao transplante existem alguns: “É uma cirurgia de alta complexidade. Durante o procedimento, existem riscos relacionados à anestesia e ao tempo prolongado de circulação extracorpórea. Já no pós-operatório, os maiores desafios envolvem rejeição do órgão, infecções (devido ao uso de imunossupressores) e complicações vasculares e renais. Por isso, o acompanhamento rigoroso e contínuo é essencial para detectar precocemente qualquer alteração.”
A Dra. Lívia finaliza com cinco cuidados essenciais para manter a saúde cardíaca:
- Controle da pressão arterial, glicemia e colesterol: “fatores de risco silenciosos que aceleram a progressão das doenças cardiovasculares”;
- Alimentação equilibrada: “com frutas, verduras, legumes, grãos integrais, proteínas magras e oleaginosas. Evitar ultraprocessados, excesso de sal, açúcares e gorduras saturadas/trans”;
- Atividade física regular: “adaptada à idade, ao condicionamento e sempre com orientação médica em pacientes com doença cardíaca”;
- Não fumar e moderar o álcool: “ambos aumentam de forma significativa o risco de doenças cardiovasculares”;
- Check-ups regulares: “identificar precocemente alterações aumenta muito as chances de prevenir complicações graves.”
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