Fala de Vera Fischer gera curiosidade sobre vida amorosa: o que está por trás?
Declaração de Vera Fischer repercute nas redes e gera debate sobre vida amorosa; entenda o que aconteceu e veja a análise da especialista

Comemorando 74 anos nesta quinta-feira, 27, Vera Fischer voltou a movimentar as redes e reacendeu um debate importante ao comentar, com humor, seus critérios e preferências na vida amorosa. A atriz, que sempre destacou sua independência, afirmou: “Eu só gosto de homem pobre”. Em seguida, reforçou que “a mulher saudável hoje se resolve sozinha“, deixando claro que mantém apenas alguns flertes, “mas não passa disso”.
Ao relembrar boatos antigos sobre supostos relacionamentos com bilionários, ela negou todos, ressaltando sua sinceridade ao lidar com o tema. Para aprofundar o assunto, a CARAS Brasil ouviu a médica geriatra Roberta França, que explicou como autonomia, autoestima e novas dinâmicas afetivas transformam as relações na maturidade.
O que influencia o desejo e a vida amorosa na terceira idade?
Segundo a especialista, o primeiro passo é quebrar um grande tabu. Ela afirma: “Falar da vida amorosa na terceira idade é, mais uma vez, quebrar um imenso tabu: a ideia de que a velhice vem acompanhada da falta de desejo sexual, da perda total da libido e do desinteresse pela vida afetiva. Isso não é verdade“, explica.
A médica reforça que o envelhecimento é apenas mais uma etapa da vida: “Isso inclui o desejo sexual, a vontade de namorar, de começar coisas novas, de aprender e experimentar. Tudo isso independe da nossa idade cronológica. O desejo, o amor, o afeto, eles estão, acima de tudo, na nossa mente”, destaca.
Relações mais leves e independentes são comuns?
A geriatra explica que muitas pessoas idosas hoje podem exercer um direito que antes não lhes era permitido: escolher: “A escolha das relações afetivas está muito ligada ao que cada pessoa deseja para a sua vida no momento atual, e também às experiências que ela já viveu”.
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E completa ao lembrar transformações sociais importantes: “Muitas mulheres tiveram casamentos muito rigorosos e nem sequer escolheram seus parceiros. Quantas dessas mulheres, hoje viúvas, experimentam pela primeira vez, após os 60 ou 70 anos, a liberdade de escolher com quem querem estar?”
Segundo ela, isso resulta em preferências por vínculos mais leves: “Muitas optam por relações mais voltadas ao bem-estar, à alegria, ao afeto descomplicado, à companhia para uma viagem, um passeio, uma noite dançante, uma noite de amor, sem a obrigatoriedade de um compromisso fixo”.
Mas destaca que tudo depende de cada indivíduo: “Há quem deseje uma relação mais estável, e isso não tem relação com a idade cronológica”.
Autonomia redefine como mulheres idosas vivem o amor
Sobre autoestima e independência, a médica é direta: “Autonomia financeira é autonomia de vida. Felizmente, hoje, muitas mulheres podem escolher se querem ou não permanecer em uma relação”.
Ela reforça que o fim da dependência financeira muda completamente a dinâmica emocional: “Quando dependemos do outro emocional ou financeiramente, muitas vezes acabamos aceitando situações que não deveríamos. Mas quando essa necessidade não existe, o que resta é a vontade, o desejo, o verdadeiro valor daquela relação”.
A geriatra finaliza com uma reflexão importante: “Quando estamos numa relação por escolha, tudo muda. Temos consciência de quem somos, do que queremos, do que gostamos. E, se estou ali por escolha, estou bem. Isso não tem preço. E, definitivamente, não tem a ver com idade”.
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