Bem-estar e Saúde / SEM PARANOIA

Fafá de Belém comenta sobre a aceitação do envelhecimento e psicóloga analisa: ‘Autocuidado emocional’

Fafá de Belém fala que não tem paranoias em relação ao envelhecimento; a CARAS Brasil conversou com psicóloga para entender o processo de aceitação

Fafá de Belém comenta sobre a aceitação do envelhecimento e psicóloga analisa: 'Autocuidado emocional'
Fafá de Belém comenta sobre a aceitação do envelhecimento e psicóloga analisa: 'Autocuidado emocional' - Reprodução/Instagram

Recentemente, Fafá de Belém deu uma entrevista para Quem e falou sobre envelhecimento. A cantora, de 69 anos, contou que não tem paranoia sobre o processo de envelhecer e ainda brincou, dizendo que não sabe quantos anos tem.

“Não tenho a mínima ideia de que idade eu tenho! (risos) Desde sempre me sinto com 10, 20, 200 anos, não tenho essa coisa. Cuido da minha pele com produtos naturais, tento não usar muita maquiagem e não fazer procedimentos para não ficar aquela cara de pato. Eu gosto de mim. Sou atemporal. Farei 70 anos completamente ligada na vida. Essa paranoia não tenho mesmo”, disse.

Para entender o processo de aceitação do envelhecimento, a CARAS Brasil consultou a psicóloga Fabiana Guntovich, que explicou que o envelhecer é um processo marcado por diversas transformações. Segundo a profissional, pode trazer tanto ganhos quanto desafios, a depender de como experimentamos esse novo eu.

“A grande questão é que o envelhecimento nos obriga a encarar a finitude e isso pode provocar reflexões existenciais, reorganização de valores e prioridades, ao mesmo tempo que pode despertar ansiedade. De qualquer forma, pode ser um último convite importante, ainda que tardio, para que nós busquemos viver de forma mais autêntica e significativa”.

Leia também: Fafá de Belém exalta cultura paraense e destaca legado do Círio de Nazaré: ‘É um abraço coletivo’

Como mudanças biológicas influenciam comportamentos e emoções?

A psicóloga esclarece que nosso corpo e nossa mente caminham juntas: uma parte importante de quem somos e como nos significamos e nos enxergamos pode ser abalada com as mudanças provocadas nessa fase de vida, por isso é necessário ter um equilíbrio.

“O que antes faziam com o pé nas costas, hoje já não dão conta, e são impactadas pelo luto de quem já não são mais. Alterações hormonais podem gerar irritabilidade, tristeza, alterações no sono, enquanto perdas cognitivas leves podem afetar a autoestima e a confiança. Muitas vezes, a pessoa começa a se questionar: “será que ainda dou conta?”. Esse processo pode abalar o humor e trazer inseguranças. Mas quando compreendidas e acolhidas, essas mudanças deixam de ser vistas como “fraquezas” e passam a ser encaradas como parte natural da vida”.

Como lidar com a solidão no envelhecimento?

A solidão é um dos grandes desafios de envelhecer, de acordo a psicóloga. Ela diz que o segredo está em manter conexões.

“Cultivar amizades antigas e construir novas pontes com pessoas com os mesmos interesses, retomar hobbies, ou até se abrir para novas experiências. Relações não precisam ser muitas, mas precisam ser significativas. Sentir-se útil e pertencente a uma comunidade é um dos maiores antídotos contra a solidão”, completa.

Quais práticas psicológicas ajudam a envelhecer de forma mais leve e saudável?

Fabiana Guntovich que algumas atitudes fazem toda a diferença. São elas:

  • Cultivar a gratidão: focar no que se tem, e não no que se perdeu;
  • Manter o cérebro ativo: leituras, estudos, jogos e desafios intelectuais;
  • Cuidar dos vínculos: amizades, família, grupos sociais;
  • Autocuidado emocional: praticar a autocompaixão, exercitar o amor próprio incondicional e, se necessário, buscar terapia;
  • Propósito de vida: ter projetos, por menores que sejam, dá sentido e vitalidade. Sendo útil e oferecendo a alguém justamente aquilo que deseja.

ACOMPANHE O INSTAGRAM DA CARAS BRASIL E FIQUE POR DENTRO DE TUDO O QUE ACONTECE NO MUNDO DOS FAMOSOS:

 

Ver esta publicação no Instagram

 

Uma publicação partilhada por CARAS (@carasbrasil)