Erika Januza desabafa sobre autossabotagem e psicóloga orienta: ‘Celebrar pequenos progressos’

A atriz e apresentadora Erika Januza falou sobre a dificuldade de sair da zona de conforto; a CARAS Brasil conversou com psicóloga para entender como burlar a autossabotagem

Erika Januza desabafa sobre autossabotagem e psicóloga orienta: 'Celebrar pequenos progressos'
Erika Januza desabafa sobre autossabotagem e psicóloga orienta: 'Celebrar pequenos progressos' - Reprodução/Instagram

Recentemente, durante o programa Saia Justa, da GNT, Erika Januza fez um desabafo sobre autossabotagem e o medo de não ser boa o suficiente.

“Eu me autossaboto muito. Às vezes, me chamam para algumas coisas e penso: ‘Meu Deus, será que vou encarar essa responsabilidade?’ É aquele medo, né? Que acaba me deixando na zona de conforto. Apesar de sempre ter corrido muito atrás das minhas coisas e saber o quanto elas são difíceis, às vezes, quando aparece algo muito extraordinário, eu penso: ‘Será? Não, esse eu passo. Esse eu passo’. Mas coloquei na minha cabeça que vou parar de passa”.

Entendendo a autossabotagem

A CARAS Brasil consultou a psicóloga Fabiana Guntovich para entender por que pessoas bem-sucedidas e experientes, como Erika Januza, ainda enfrentam a autossabotagem e o medo de não serem boas o suficiente.

“O sucesso não nos livra das inseguranças. Pelo contrário, ele nos expõe a padrões ainda mais exigentes e amplia a nossa exposição. Diante de tamanha pressão, mesmo pessoas talentosas e experientes podem ser vítimas de suas próprias vozes internas, que as questionam se são realmente boas o suficiente. É quando a síndrome do impostor ataca outra vez”, explica.

Segundo a psicóloga, existe um conflito inconsciente entre o desejo e o medo: o desejo de crescer, brilhar e se realizar, contra o medo inconsciente de ser rejeitada, criticada ou não corresponder às expectativas. Essa tensão costuma ter raízes antigas, muitas vezes ligadas à forma como fomos reconhecidos (ou cobrados) na infância.

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“A autossabotagem raramente se apresenta de forma explícita. Ela costuma vestir o disfarce da lógica, da prudência ou da autocrítica construtiva”, diz Fabiana.

De acordo com ela, há alguns sinais típicos, como:

  • Procrastinar decisões e oportunidades importantes;
  • Muita perfeição antes de agir;
  • Rejeitar elogios e minimizar conquistas;
  • Sentir-se impostora ao receber reconhecimento;
  • Abandonar algo promissor por medo de errar.

“O primeiro passo é “tomar consciência das narrativas internas”. A forma como pensamos sobre nós mesmos muda literalmente o funcionamento do cérebro, nossa disposição, nossa experiência e, por consequência, nossos resultados”.

“Na prática, observar frases automáticas e substituí-las por versões mais realistas e gentis é uma forma eficaz de interromper o ciclo da autossabotagem. A mudança deve começar na forma como você se relaciona com você mesma, com o seu processo, e com o seu sucesso. Para isso, autoconhecimento e terapia são ferramentas valiosíssimas”, completa.

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