Claudia Raia revela rejeição do filho Luca e psicóloga explica: ‘A criança precisa de…’
Para CARAS Brasil, a psicóloga Leticia de Oliveira analisa caso de Claudia Raia com filho e revela por que constância e atenção são fundamentais na infância

A atriz Claudia Raia contou que a chegada do filho caçula, Luca, fruto do casamento com Jarbas Homem de Mello, a fez rever sua intensa rotina de trabalho.
Segundo ela, a ausência causada por compromissos profissionais provocou uma espécie de ‘rejeição’ por parte do menino.
Para reverter a situação, Claudia decidiu reservar uma a duas horas exclusivas por dia para o filho. A mudança, segundo a artista, que também é mãe de Enzo e Sophia, do casamento com Edson Celulari, transformou completamente a relação entre eles.
Para entender o que pode ter ocorrido com Luca, a CARAS Brasil conversou com a psicóloga Leticia de Oliveira.
Quando a criança rejeita um dos pais: o que isso significa?
Leticia explica que, quando uma criança pequena demonstra rejeição a um dos pais, não há cálculo racional: “A criança é muito pequena, ela vive basicamente de instinto, de proteção, de instinto de segurança e atenção”, afirma.
“Ela ainda não tem um nível de consciência formado e não consegue avaliar todo o contexto”, completa. Segundo a especialista, a criança não pensa: “Minha mãe trabalha, por isso não está comigo”.
O que ela percebe, na verdade, é quem transmite a sensação de segurança, afeto e proteção: “Como a Claudia Raia disse, ela trabalhava muito, então a figura de segurança não estava necessariamente associada a ela”, explica Leticia.
Leia também: Claudia Raia chama atenção ao postar fotos com os três filhos: ‘Linda família’
Ela completa: “Quando o vínculo de segurança não é estabelecido, a criança costuma buscar essa relação com outra pessoa e pode acabar rejeitando um dos genitores.”
Para a psicóloga, a rejeição é um sinal claro: “Se há rejeição, provavelmente é porque um dos pais, sem intenção, não conseguiu transmitir à criança essa sensação de apego seguro”.
A importância da presença afetiva e de qualidade
Quando Claudia passou a se dedicar diariamente ao filho, Luca mudou de comportamento. Leticia destaca por que essa presença faz diferença: “A criança é muito impotente e depende unicamente dos cuidadores para se alimentar, se deslocar, dormir e ser higienizada”, observa.
“À medida que percebe que um dos pais não está cumprindo esse papel de forma ativa, ela fica mais ansiosa e insegura“, acrescenta.
A especialista alerta que a ausência de rotina previsível aumenta a tensão: “Viagens, horários trocados e falta de constância dificultam a previsibilidade, deixando a criança mais irritada”.
Esse quadro gera ansiedade: “Essa irritação vem de um estado de alerta, de insegurança e ansiedade”, explica.
A solução, segundo ela, é simples e poderosa: “Dedicar tempo exclusivo à criança, mesmo que pouco, promove atenção, constância e sensação de segurança, o que muda completamente o comportamento”.
Culpa dos pais: como lidar com a frustração?
Claudia confessou que sentiu frustração ao perceber a rejeição de Luca, mesmo após tanto esforço para engravidar. Leticia comenta: “Os pais sempre fazem esforços diretos e indiretos. Gestar, amamentar, passar pelo parto, trabalhar para prover: tudo é esforço”, afirma.
“Mas a criança precisa de presença, atenção e sensação de segurança“, reforça.
Sentir culpa, segundo a psicóloga, é natural: “É comum os pais sentirem culpa quando percebem que algum desses aspectos não foi cumprido”.
Ela elogia a atitude da atriz: “A Claudia Raia foi brilhante ao perceber que, apesar do esforço, havia falhas em algum ponto que geravam rejeição”, destaca.
E finaliza com um conselho direto: “Para lidar com isso, é importante investir menos em hobbies ou cuidados pessoais e mais em presença ativa, mesmo que por pouco tempo. Dedicar-se exclusivamente à criança, sem distrações, fortalece a percepção de constância e atenção, essencial para o vínculo afetivo”.
CONFIRA PUBLICAÇÃO RECENTE DA CARAS BRASIL NAS REDES SOCIAIS:
Ver essa foto no Instagram