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Quando se fala em envelhecimento facial, o colágeno costuma ser um dos primeiros assuntos que vêm à mente. Mas a aparência do rosto também depende da distribuição da gordura sob a pele, que participa da estrutura, do contorno e da sustentação de diferentes regiões. Com o passar dos anos, esses compartimentos podem sofrer alterações, contribuindo para mudanças na aparência facial.
Pesquisadores investigam uma possibilidade ainda pouco conhecida: se o estímulo do próprio tecido pode favorecer a reestruturação em regiões específicas da face.
Um estudo publicado em 2024 no International Journal of Molecular Sciences avaliou os efeitos do ultrassom microfocado e macrofocado, aplicado com o LinearZ, sobre a biomodulação facial, processo de formação de novas células que auxiliam na estruturação tecidual principalmente na região próxima às maçãs do rosto.
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O estudo questionou a possibilidade utilizar ultrassom micro e macrofocado, como o LinearZ, não apenas para promover firmeza da pele, mas para estimular a modulação do tecido adiposo. “Isso é muito relevante pois sabemos que, na dinâmica do envelhecimento, há perda e redistribuição da gordura facial”, explica o dermatologista Rubens Pontello Junior (CRM 24.645/PR | RQE 2050), sócio-fundador do Instituto Pontello de Dermatologia, em Londrina (PR).
É importante, porém, compreender o que foi efetivamente demonstrado e quais perguntas continuam sem resposta.
O que o estudo mostrou
Os pesquisadores aplicaram o ultrassom, em baixa energia, em apenas um lado do rosto dos animais e deixaram o outro lado sem tratamento, para comparação. Após 28 dias, exames de ressonância magnética mostraram um aumento de tecido no lado tratado, principalmente perto das maçãs do rosto.
O aumento veio através do processo de biomodulação e não do crescimento das células que já existiam. “Esse aumento não parece ter ocorrido porque as células de gordura ficaram maiores, mas por um processo associado à formação de novos adipócitos, chamado adipogênese“, acrescenta Rubens.
Como isso pode acontecer?
Segundo os autores, o calor controlado do ultrassom parece estimular as células-tronco do tecido mais profundo da pele, que dão origem às novas células, e reduzir sinais de inflamação ao redor delas. O efeito foi mais forte perto das maçãs do rosto, onde havia mais dessas células.
Para Rubens, isso ajuda a entender por que a resposta pode variar de uma região para outra. “A face não é anatomicamente uniforme. Temos diferentes compartimentos de gordura, com características celulares e funções distintas. Isso sugere que a capacidade de resposta ao estímulo pode depender das características biológicas do tecido de cada região”, explica.

O que isso significa para o cuidado facial?
O interesse pela biomodulação tecidual está ligado ao papel da gordura na arquitetura do rosto. “Na minha prática, uma das questões mais importantes é compreender que o envelhecimento facial não depende exclusivamente da qualidade da pele”, afirma Rubens. Segundo ele, a perda e a redistribuição dos compartimentos adiposos têm participação importante nas mudanças de contorno e, por isso, estimular colágeno e melhorar a firmeza da pele nem sempre é suficiente para tratar o que incomoda o paciente.
“Quando realizamos um preenchimento, introduzimos um material para repor o volume ou o contorno de determinada região. No processo avaliado nessas investigações com o ultrassom micro e macrofocado, o que se observa em laboratório é uma adipogênese, ou seja, a diferenciação de células precursoras em novas células adiposas, que passam a integrar o próprio tecido”, diz.
O objetivo não é projetar o tecido em qualquer região, mas entender se e como a modulação do tecido pode ser útil em situações específicas. O LinearZ é um equipamento de ultrassom micro e macrofocado de 4ª geração. A biomodulação tecidual profunda faz parte dos mecanismos investigados em protocolos voltados à reestruturação tecidual da face A indicação depende da avaliação médica, que considera anatomia, qualidade da pele e as necessidades de cada paciente.
O que ainda não foi comprovado?
Os ressaltam que não foi possível confirmar se o efeito alcança camadas mais profundas da face além da necessidade em avaliar a persistência do resultado por um período mais longo de tratamento.
O dermatologista acrescenta que é preciso compreender a previsibilidade da resposta: quais pacientes poderiam responder, quais regiões seriam mais favoráveis e quais parâmetros seriam adequados.
“Ainda assim, a pesquisa pré-clínica é uma etapa fundamental do desenvolvimento científico”, lembra Rubens. Agora, a etapa seguinte exige mais estudos, avaliações objetivas de volume e acompanhamento prolongado.
Ciência, indicação e expectativa precisam caminhar juntas
O estudo sobre biomodulação facial acrescenta uma perspectiva à investigação do ultrassom micro e macrofocado: além dos mecanismos ligados à firmeza da pele, a tecnologia também vem sendo estudada por sua possível influência sobre o tecido adiposo. E, claro, a avaliação médica continua essencial para identificar a origem da queixa, considerar as características anatômicas e definir se há indicação para determinada abordagem.

Conteúdo patrocinado por Jeisys Medical Brasil, LinearZ (Registro ANVISA nº 80117589109). Os resultados de procedimentos variam conforme características individuais. A indicação, parâmetros e plano de tratamento dependem de prévia avaliação e diagnóstico médico presencial. As citações dos médicos e as imagens são de responsabilidade de Jeisys Medical Brasil.
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