Após declaração de Drica Moraes sobre menopausa, médica orienta: ‘Viver com mais conexão’
Em entrevista à CARAS Brasil, Drica Moraes falou sobre o diagnóstico precoce da menopausa, após o tratamento contra o câncer

Recentemente, Drica Moraes deu uma entrevista exclusiva para a CARAS Brasil e falou sobre etarismo e maturidade. A atriz, de 57 anos, também contou que o diagnóstico precoce da menopausa, após um tratamento contra um câncer, foi um divisor de águas para ela.
“Quando falamos sobre a questão da aparência, uma menina de 15 anos passa pelo mesmo dilema da mulher de 50. A indústria da perfeição é tão cruel que a mesma pergunta pode ser feita para qualquer geração. Todo mundo quer ser aceito, então, não é uma questão só da mulher 50+. É uma questão de saúde pública, porque causa transtornos de autoestima em qualquer idade. A indagação tem que estar no porquê a sociedade massacra tanto a mulher”.
Conversamos com a Dra. Bárbara Mariano, médica integrativa, para entender um pouco mais sobre a menopausa. A especialista contou que é uma transição fisiológica importante, mas, além das alterações hormonais, ela também representa uma mudança de identidade.
“A mulher passa a lidar com questões profundas sobre envelhecimento, fertilidade,isolamento e baixa autoestima, e pode até desencadear quadros de ansiedade, insônia e depressão. Na abordagem integrativa, entendemos que essa fase pode reabrir feridas emocionais antigas ou trazer à tona medos, como o de não ser mais desejada ou de perder sua vitalidade”.
Como a medicina integrativa ajuda mulheres que estão passando pela menopausa?
A Dra. Bárbara esclareceu que a medicina integrativa atua identificando os múltiplos fatores que influenciam a saúde da mulher nessa fase. Há uma avaliação do estado nutricional, a saúde intestinal, o sono, o estresse crônico e a função hormonal com uma escuta clínica atenta e exames aprofundados.
“No caso de pacientes oncológicas, por exemplo, respeitamos todas as contraindicações médicas para reposição hormonal e buscamos alternativas seguras e eficazes para reduzir sintomas, como fitoterápicos, suplementação personalizada, atividade física, técnicas de respiração, acupuntura e reorganização do estilo de vida. O objetivo é que a paciente recupere o bem-estar, a clareza mental, a energia e a autoconfiança — sem recorrer a soluções únicas ou generalizadas”, disse.
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Saúde, aparência e bem-estar
“A abordagem integrativa nos convida a ressignificar a ideia de saúde como performance ou padrão estético. Em vez de seguir modelos inalcançáveis impostos pela indústria da perfeição, buscamos construir uma saúde que tenha sentido para aquela mulher: com vitalidade, autonomia, disposição para viver e conexão com quem ela é agora”.
“Isso não significa abrir mão da aparência ou do cuidado estético, mas entender que beleza sem saúde não sustenta o bem-estar. Equilibrar tudo isso passa por um plano terapêutico individualizado, construído com escuta, evidências e, acima de tudo, respeito à jornada de cada paciente”, finalizou a médica.
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