Antes e depois de Gabriela Versiani divide a internet e levanta debate sobre harmonização facial, aponta médica

Comparações de imagens antigas da influenciadora Gabriela Versiani reacendem discussões sobre procedimentos estéticos

Gabriela Versiani - Foto: Reprodução Instagram

Os comparativos de antes e depois seguem rendendo debates acalorados na internet, e o nome de Gabriela Versiani voltou aos holofotes após imagens antigas da influenciadora circularem nas redes. O que mais chamou atenção foi o “antes”: muitos internautas afirmaram não reconhecê-la nas fotos. “Gente, como assim o antes da Versiani?”, comentou uma seguidora. Outra foi direta: “A primeira foto não parece ser a mesma pessoa”. Houve ainda quem declarasse preferência pela aparência antiga: “Versiani sendo mais linda antes” e “Era mais autêntica antes, lindíssima”.

Por outro lado, parte do público saiu em defesa da influenciadora, ressaltando que ela “sempre foi bonita” e que as mudanças seriam discretas. “Mudaram só boca, sobrancelha e perdeu peso”, analisou uma usuária. Outros chamaram atenção para o contexto das imagens comparadas. “Pegaram uma foto de 10 anos atrás, com ângulo totalmente diferente e maquiagem da época. Até onde os influencers vão para fazer click bait?”, criticou uma internauta.

A repercussão também levantou especulações sobre possíveis procedimentos estéticos. “Ela tem bichectomia?”, questionou uma seguidora. Outra afirmou: “Eu achava que o rosto da Versiani era natural, só notava o preenchimento”. Ainda assim, muitos defenderam que qualquer intervenção aparenta ter sido feita com discrição. “A boca ficou muito natural, parece ser dela mesmo”, comentou uma usuária.

Harmonizações com aspecto natural

Para a cirurgiã plástica Dra. Paula Furtado, casos como esse ajudam a esclarecer o que diferencia uma harmonização bem executada de resultados artificiais. “O principal fator é o respeito às proporções do rosto. Uma harmonização bonita não muda a identidade da pessoa, ela só realça o que já existe. Avaliamos formato do rosto, estrutura óssea, qualidade da pele, idade e até expressões faciais. Quando há exagero de produto ou tentativa de padronizar rostos, o resultado pode ficar artificial, com marcações indesejadas e até stigma de face preenchida”, explica.

A médica também destaca que não existe uma fórmula única para definir a quantidade de preenchedores ou toxina botulínica. “Não existe uma quantidade padrão. Cada rosto é único. O cirurgião faz uma avaliação global, observa o rosto em repouso e em movimento, analisa simetria, volume e sustentação. Hoje, muitos profissionais usam análises fotográficas detalhadas e até avaliação tridimensional para planejar o tratamento. A regra é sempre: menos é mais.”

Qualidade dos produtos

Segundo a especialista, os produtos e as técnicas escolhidas influenciam diretamente no resultado final. “Existem preenchedores mais firmes, indicados para sustentação, e outros mais maleáveis, usados para dar suavidade. Bioestimuladores têm outra função, que é estimular o colágeno ao longo do tempo. A escolha entre cânula ou agulha, os pontos de aplicação e a profundidade correta fazem toda a diferença. Um bom planejamento técnico evita exageros e resultados artificiais”, disse a Dra.

Com o passar do tempo, algumas harmonizações podem se tornar desarmônicas, principalmente quando não há acompanhamento adequado. “Isso pode acontecer por excesso de produto, técnica inadequada ou falta de individualização da anatomia do paciente. Outro ponto importante é o acúmulo de preenchedores antigos, feitos ao longo dos anos sem critério. Um profissional cuidadoso respeita o tempo de absorção dos produtos, reavalia o rosto antes de novos procedimentos e, quando necessário, dissolve excessos”, afirma Dra. Paula.

Valores

A cirurgiã também explica por que há tanta variação de preços nesses procedimentos, um tema que gera curiosidade entre os leitores. “O preço depende de vários fatores: qualidade e marca dos produtos utilizados, quantidade necessária, técnica empregada e experiência do profissional. Procedimentos mais baratos podem usar produtos de menor durabilidade ou não seguir protocolos de segurança adequados. O paciente deve sempre verificar se o profissional é qualificado, se os produtos são aprovados e se há um planejamento individualizado. Segurança e naturalidade devem vir antes do preço”, completou.

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Médica formada pela Universidade José do Rosário Vellano (Unifenas). Cirurgiã Geral pela Fundação Hospitalar de Minas Gerais (FHEMIG). Cirurgiã Plástica pelo Hospital Belo Horizonte – Instituição Hospitalar da Faculdade de Ciências Médicas. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Especialista em Rinoplastia pela University of Illinois at Chicago (EUA) e em parte funcional e estética de rinoplastia pelo DAFPRS, com formações realizadas em Istambul (Turquia) e Stuttgart (Alemanha). Membro da International Society of Plastic & Aesthetic Surgery (ISAPS). Além da rinoplastia, atua também na área de estética facial, sempre com o propósito de proporcionar resultados naturais, respeitando a individualidade e a harmonia de cada paciente. CRMMG: 48885 | CRMSP: 188848 | RQE: 65708