O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, virou assunto na imprensa brasileira nesta semana por causa da investigação que apontou que o político Flávio Bolsonaro teria usado um jato dele para voltar dos Estados Unidos. De acordo com a reportagem do Jornal O Globo, Bolsonaro teria utilizado um jato de Vorcaro para retornar com a família dos Estados Unidos para o Brasil em janeiro de 2025.
O jato é um Legacy 650, que também já teria sido usado pelo ministro Alexandre de Moraes. A aeronave tem autonomia para fazer uma viagem de Miami, nos Estados Unidos, ao Rio de Janeiro, no Brasil, sem escalas. Além disso, o avião chama a atenção pelo luxo de suas acomodações.
O jatinho tem 26 metros de comprimento, 21 metros de envergadura, pode atingir 850 km/h, alcançar uma altitude de 41 mil pés e autonomia de 6.780 km. A aeronave tem acabamento sofisticado e o maior bagageiro da categoria de jatos executivos. Para decolar, o jato deve ter o peso máximo de 24,3 toneladas. O volume interno do avião é de 46,7 metros cúbicos e 8,1 metros cúbicos de bagagem.

Quem é Daniel Vorcaro e por que o ex-banqueiro está envolvido em uma polêmica?
O nome de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, passou a ocupar o centro de uma série de investigações que envolvem suspeitas de irregularidades no sistema financeiro. O caso ganhou novos capítulos em setembro de 2026, depois que documentos e mensagens analisados pela Polícia Federal trouxeram informações sobre a relação do empresário com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
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As investigações começaram antes da atual controvérsia envolvendo o magistrado e incluem suspeitas relacionadas a operações financeiras do Banco Master. Segundo informações divulgadas pela imprensa, Vorcaro nega ter cometido crimes.
O que aconteceu com o Banco Master?
Em 18 de novembro de 2025, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master e de outras instituições do conglomerado. Segundo o Banco Central, a medida foi tomada diante de uma grave crise de liquidez, do comprometimento da situação econômico-financeira do grupo e de violações de normas que regulamentam o sistema financeiro.
A partir da liquidação, a Polícia Federal passou a investigar diferentes operações envolvendo o banco e seus responsáveis. Entre as suspeitas apuradas estão possíveis fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e operações envolvendo recursos públicos.
As investigações também analisaram operações de venda de créditos que, segundo a apuração, poderiam não ter lastro suficiente.
Vorcaro nega as acusações. Em depoimento à Polícia Federal, segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, ele sustentou que o Banco Master era solvente e que o problema enfrentado pela instituição seria de liquidez. A defesa também afirmou que operações envolvendo o Banco de Brasília (BRB) eram técnicas e haviam passado por auditorias.
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