Saiba quem vai herdar fortuna bilionária e grife de Giorgio Armani
Sem filhos o herdeiros diretos, estilista italiano Giorgio Armani deixa legado histórico para a moda e medidas para garantir a continuidade da grife

A morte de Giorgio Armani, anunciada nesta quinta-feira, 4, encerra um capítulo importante na história da moda mundial. Aos 90 anos, o estilista italiano deixa não apenas um legado criativo imensurável, mas também uma fortuna estimada em cerca de US$ 12,1 bilhões (aproximadamente R$ 66 bilhões) e uma grife que, em 2024, registrou faturamento anual de aproximadamente € 2,3 bilhões (cerca de R$ 13 bilhões).
Fundador e único acionista do grupo Armani, o estilista foi um dos 200 homens mais ricos do mundo, segundo a Forbes, e preparou cuidadosamente um plano para garantir a continuidade da marca após sua partida já que não tem herdeiros diretos.
Quem herda o império Armani
Ao portal LeoDias, o especialista em direito de família e sucessões Daniel Blanck explicou como será a transição do patrimônio e da gestão da grife. De acordo com a lei de sucessão italiana, os “herdeiros legítimos” têm direito a uma parte da herança, independentemente do testamento.
“A irmã e os sobrinhos de Giorgio Armani não são apenas herdeiros colaterais, conforme a lei italiana, como também mantêm suas posições e terão um papel ainda mais crucial na gestão do império após a morte do estilista”, explicou Blanck.
A irmã Rosanna Armani e os sobrinhos Silvana, Roberta Armani e Andrea Camerana já ocupam cargos importantes dentro do grupo e continuarão com funções estratégicas. Outro nome de destaque é Leo Dell’Orco, companheiro e braço direito do estilista, apontado como um dos possíveis sucessores diretos. “Embora não fosse casado oficialmente com Armani, Leo Dell’Orco era seu companheiro de longa data e foi mencionado pelo próprio estilista como um possível sucessor”, detalhou Blanck.
Já a grife tem um futuro mais certo. Em 2016, Armani criou a Fundação Giorgio Armani, que detém parte relevante das ações da empresa. O objetivo é garantir a independência e a continuidade da marca, com atuação também em projetos filantrópicos. O controle do grupo ficará nas mãos de um comitê gestor formado por Dell’Orco, membros da família e representantes da fundação, mantendo a visão e os valores do criador.
Além disso, em 2023, Armani alterou os estatutos da empresa para criar diferentes classes de ações, com direitos de voto distintos. Essa medida evita que a marca seja adquirida por conglomerados de luxo, assegurando que o Grupo Armani permaneça fiel à sua identidade.
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