O médium e espiritualista Robério de Ogum voltou a falar sobre o futuro político do Brasil e apresentou novas previsões envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Segundo ele, Lula não concluirá o mandato, mas não será por causa de um impeachment. Em sua leitura espiritual, o presidente poderá se afastar do cargo por questões de saúde, abrindo caminho para que Alckmin assuma a Presidência da República.

As declarações foram divulgadas após Robério relembrar uma previsão feita em 2025, quando afirmou que Lula venceria a eleição em 2026. O espiritualista sustenta que já antecipava o resultado desde o ano passado e, agora, apresenta novos prognósticos sobre os próximos acontecimentos na política nacional.

“O plano espiritual me mostrou no ano passado que Lula venceria a eleição. E isso aconteceu. Afirmo isso desde 2025. Mas vejo também que ele não vai terminar o mandato”, declarou. Na sequência, ele esclareceu sua interpretação: “Não é por desencarne. É por afastamento, por motivo de saúde”.

Robério de Ogum descarta impeachment de Lula

De acordo com a previsão do médium, Lula ainda governaria por um período de tranquilidade antes de um possível afastamento. Nesse intervalo, o presidente conseguiria avançar com projetos de sua gestão, segundo a interpretação espiritual apresentada por Robério.

O espiritualista não apontou uma data para o eventual afastamento nem apresentou informações médicas que sustentem essa possibilidade. A declaração se refere exclusivamente à sua previsão, sem confirmação de que o presidente deixará o cargo antes do fim do mandato.

Ao descartar um impeachment como motivo para a saída de Lula, Robério direcionou suas previsões para uma possível mudança no comando do Executivo federal e para os desdobramentos políticos que poderiam ocorrer a partir dela.

Médium prevê futuro político de Geraldo Alckmin

Na avaliação de Robério de Ogum, a eventual chegada de Geraldo Alckmin à Presidência representaria uma mudança importante no cenário político brasileiro. O vice-presidente, que construiu sua trajetória política em São Paulo, ganharia projeção nacional e deixaria de ser associado principalmente à política estadual.

O médium também afirmou que Alckmin seria eleito presidente em uma futura disputa eleitoral e ocuparia um lugar de destaque entre as lideranças políticas do país.

“Ele vai ser o sucessor do Lula e será eleito”, declarou Robério. Em sua previsão, a ascensão do vice-presidente também provocaria divisões entre setores da direita, enquanto Alckmin passaria a ocupar uma posição central nas disputas políticas.

As afirmações, no entanto, são previsões atribuídas ao espiritualista e não constituem uma indicação confirmada sobre o futuro da Presidência ou o resultado de eleições.

Robério de Ogum prevê disputas judiciais e mudanças políticas

Além das previsões envolvendo Lula e Alckmin, Robério afirmou que o Brasil poderá atravessar um período de instabilidade institucional, com disputas judiciais, embates políticos e revelações capazes de repercutir no cenário nacional.

“Será um momento de renovação e de transformação política. Vejo uma guerra judicial, algo sério, muita disputa e revelações vindo à tona”, disse.

O médium também mencionou possíveis pressões sobre o governo de São Paulo, mas não detalhou quais acontecimentos poderiam desencadear os conflitos previstos nem indicou quando eles ocorreriam.

Médium já havia falado sobre reeleição de Lula em 2025

As novas declarações retomam previsões que Robério de Ogum afirma ter feito antes da eleição. Segundo o material divulgado, em 2025 ele falou sobre a possibilidade de reeleição de Lula durante participação no programa Chupim, da Metropolitana FM.

A previsão teria sido reforçada em outras entrevistas, inclusive no podcast PodeMais, apresentado pela jornalista Mara Ferraz, após o primeiro turno eleitoral.

Agora, o espiritualista amplia suas declarações para incluir um possível afastamento presidencial, a ascensão de Geraldo Alckmin e mudanças nas relações políticas do país. Até o momento, essas novas afirmações permanecem no campo das previsões pessoais de Robério de Ogum, sem confirmação de que os acontecimentos descritos ocorrerão.

Luiz Inácio Lula da Silva: Da liderança sindical à Presidência do Brasil

Presidente da República e uma das figuras mais polarizadoras e influentes da história política contemporânea, Luiz Inácio Lula da Silva carrega uma trajetória pública fascinante. Nascido no interior de Pernambuco em condições extremamente humildes, Lula trilhou um caminho inédito ao sair do chão de fábrica como líder sindicalista para alcançar o cargo mais alto do Poder Executivo brasileiro por quatro vezes. Sua vida pública é objeto de livros, documentários e análises políticas no mundo inteiro.

Nascido em Caetés, distrito de Garanhuns, em Pernambuco, Lula migrou com a mãe e os irmãos para o litoral e a capital de São Paulo ainda na infância a bordo de um pau de arara. Trabalhou desde muito jovem como entregador de tintas, vendedor ambulante e engraxate. Aos 14 anos, conseguiu seu primeiro emprego com carteira assinada e ingressou no curso de torneiro mecânico pelo Senai, profissão que exerceu nas indústrias metalúrgicas do ABC Paulista.

Na década de 1970, Lula assumiu a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Ele liderou greves históricas durante o período da ditadura militar, desafiando a repressão e tornando-se o principal rosto da nova força sindical brasileira. O prestígio acumulado nas fábricas culminou, em 1980, na fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) e, posteriormente, na criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

As sucessivas campanhas e a chegada ao poder

Antes de ser eleito Presidente pela primeira vez, Lula passou por um longo aprendizado eleitoral. Ele disputou e perdeu as eleições presidenciais de 1989 para Fernando Collor, e as de 1994 e 1998 para Fernando Henrique Cardoso. A virada histórica aconteceu em 2002, quando, após reformular sua imagem e publicar a famosa Carta ao Povo Brasileiro, venceu o pleito no segundo turno e assumiu a Presidência em janeiro de 2003, sendo reeleito em 2006.

Reconhecimento internacional

Durante seus primeiros mandatos, Lula ganhou destaque global ao projetar a diplomacia do Brasil e liderar programas de combate à fome e desigualdade social. Décadas mais tarde, após enfrentar episódios marcantes de prisão e posterior anulação de suas condenações pelo STF, o político protagonizou um feito inédito na história da democracia brasileira ao ser eleito para um terceiro mandato presidencial em 2022, reassumindo o comando do país em 2023. Agora, ele foi eleito para o quarto mandato, que iniciará em 2027.

Conhecido por seu dom oratório instintivo, Lula raramente lê discursos prontos na íntegra, preferindo falar de forma improvisada para se conectar com a linguagem popular. Ao longo de sua carreira, recebeu dezenas de títulos de Doutor Honoris Causa por universidades renomadas de todo o planeta e figurou por diversas vezes em listas das pessoas mais influentes do mundo pela revista Time.