Três décadas após a morte de Renato Russo (1960–1996), o legado do cantor e compositor segue vivo na música brasileira. Vocalista da Legião Urbana, o artista deixou canções que atravessaram gerações e continuam entre as mais executadas e regravadas do país.
Um levantamento realizado pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), em 2025, contabilizou 157 obras musicais e 327 fonogramas associados ao artista. Entre as composições de maior destaque está Tempo Perdido, apontada como a música mais executada e também a mais regravada de seu repertório.
Outros sucessos, como Será, Pais e Filhos, Quase Sem Querer, Por Enquanto, Eduardo e Mônica, Que País É Este, Música Urbana, Eu Sei e Ainda É Cedo, também aparecem entre as canções mais tocadas e regravadas, segundo levantamento divulgado pela CNN Brasil.

A casa onde Renato Russo passou a infância
Antes de conquistar o público com a Legião Urbana, Renato Russo viveu em uma casa simples no bairro da Freguesia, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio de Janeiro. O cantor morou no imóvel até os 13 anos, quando se mudou com os pais e a irmã para Brasília, em 1973.
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Apesar de ter deixado o endereço ainda na adolescência, o artista continua ligado à história do bairro. Segundo reportagem do jornal Extra, a casa de fachada com tijolinhos ainda é ocupada por familiares do cantor, que preferem manter a discrição.
“É naquela casa com tijolinho que ainda mora a tia dele”, contou um vizinho ao veículo. O imóvel foi dividido entre diferentes gerações, todas ligadas à família de Renato. “Eles nunca gostaram de falar ou aparecer”, contou o marido de uma prima de terceiro grau conforme noticiou o jornal Extra.
Foi em frente à residência que o cantor posou para uma das fotografias mais conhecidas de sua infância. Na imagem, ele aparece fantasiado para o Carnaval ao lado da irmã, Carmem.

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O apartamento onde o cantor viveu seus últimos dias
Posteriormente, já consagrado na música brasileira, Renato Russo passou a morar em Ipanema, na Zona Sul carioca, no início dos anos 1990. O apartamento ficava no segundo andar do Edifício Colonial, na Rua Nascimento Silva, e foi sua residência até a morte, em 1996.
Com 136 metros quadrados e três quartos, o imóvel foi anunciado para venda em abril de 2025 por R$ 2,8 milhões. Na época, a propriedade chamou atenção de admiradores interessados em conhecer mais sobre a vida do músico. No entanto, a venda não avançou. Segundo o corretor Jefferson Joviano, o filho e único herdeiro do artista, Giuliano Manfredini, retirou o imóvel do mercado.
“O filho dele retirou de venda. Parece que desistiu de vender, por enquanto”, afirmou o corretor ao Extra. Ainda conforme o relato, oito propostas foram apresentadas por interessados, mas nenhuma foi aceita.

– Foto: Divulgação/Jefferson Joviano
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