João Lucas, de 27 anos, sempre buscou a arte desde a infância, reunindo passagens pelo teatro, circo e apresentações em programas de calouros até se destacar no meio gospel. Em 2024, o marido de Sasha Meneghel começou a trabalhar em um álbum inteiramente pop, e em entrevista à coluna Play, do jornal O Globo, o cantor abriu o jogo sobre a sua vivência com a espiritualidade na atualidade.
“Tenho vivido hoje uma relação muito próxima com a minha fé, de uma forma mais interessante e verdadeira do que já vivi em toda a minha vida. Apesar de ter crescido em um ambiente religioso, tenho um pouco de dificuldade de dizer que me identifico com determinada religião. Existem alguns códigos da religião evangélica (…) com os quais eu não me relaciono e não me identifico“, explicou.
“Por isso, não diria que me considero um evangélico, mas tenho uma fé muito grande em Jesus e busco trazer isso para o meu dia a dia. A fé é algo muito íntimo. É um movimento que acontece de dentro para fora, não necessariamente dentro de uma igreja, de uma estrutura religiosa ou seguindo determinada doutrina. É um relacionamento pessoal e diário com a divindade, com aquilo que entendo como a minha fé. Busco esse alimento espiritual e entendo que ele reflete no meu dia a dia”, afirmou.
Mudança de estilo e ataques virtuais
A transição da música gospel para o pop acabou atraindo julgamentos e comentários maldosos a respeito de suas roupas e sexualidade. João comentou sobre como lida com as mensagens de ódio nas redes sociais. “Os ataques direcionados a mim eram principalmente relacionados à sexualidade, às minhas escolhas de roupa, de vida, e isso melhorou muito. Mas eles não deixaram de existir, e acho que nem vão deixar. A vida pública tem esse ônus, apesar dos muitos bônus, que são muito maiores”, afirmou.
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O artista explicou que buscou utilizar essa exposição para ampliar o debate sobre pautas importantes, como machismo e misoginia. “Quando conseguimos transformar um ataque, ou aquilo que já foi uma dor, em uma narrativa (…) o debate se torna mais importante do que o ataque pessoal a mim, e conseguimos transformar um pouco esse movimento de ódio”, refletiu.
O cantor ressaltou ainda que as conversas constantes com Sasha e o apoio do acompanhamento terapêutico foram fundamentais para encarar a exposição pública. “A terapia me ajudou muito a entender algumas coisas e organizar esses sentimentos dentro de mim. Mas é sempre um processo. Nunca estamos 100% prontos”, concluiu.
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