Daniel Radcliffe completa 37 anos nesta quinta-feira, 23 de julho, carregando uma trajetória que permanece ligada a Harry Potter, mesmo após tantos trabalhos longe da saga. O ator tinha apenas 11 anos quando começou a interpretar o jovem bruxo, mas um problema inesperado apareceu logo no início das filmagens: seu corpo não reagiu bem a dois elementos importantes da caracterização do personagem.

Alergia mudou detalhe de Harry Potter nos filmes

Nos livros, Harry é descrito com olhos verdes, uma característica herdada da mãe, Lily Potter. Como Daniel tem olhos azuis, a produção decidiu colocar lentes de contato coloridas no ator para aproximá-lo da descrição original. A experiência, porém, durou pouco.

No primeiro dia de gravação de Harry Potter e a Pedra Filosofal, Daniel filmou a despedida de Hagrid usando as lentes verdes. Seus olhos ficaram vermelhos, lacrimejando e bastante irritados. A equipe percebeu que o desconforto não fazia parte da emoção da cena: o ator estava tendo uma forte reação ao material.

A produção ainda chegou a testar a alteração da cor dos olhos digitalmente, mas considerou que o resultado parecia artificial. A solução foi manter os olhos azuis naturais de Daniel durante toda a franquia, criando uma das diferenças mais conhecidas entre a aparência de Harry nos livros e no cinema.

O problema com as lentes não foi o único enfrentado pelo ator. Nas primeiras semanas de trabalho, pequenas manchas e irritações começaram a surgir ao redor de seus olhos. A causa demorou alguns dias para ser descoberta, até que o pai de Daniel notou que as marcas formavam círculos exatamente nos pontos em que a armação dos óculos tocava seu rosto.

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Daniel Radcliffe construiu carreira longe do bruxo

Daniel interpretou Harry nos oito filmes lançados entre 2001 e 2011. Encerrar a franquia, no entanto, não significou abandonar a atuação. O britânico buscou personagens bastante diferentes do bruxo e passou a dedicar atenção especial ao teatro, onde consolidou uma carreira própria na Broadway.

Em 2024, o ator conquistou seu primeiro Tony Award pela atuação no musical Merrily We Roll Along. Na montagem, ele interpretou o letrista Charley Kringas ao lado de Jonathan Groff e Lindsay Mendez. A produção recebeu sete indicações e terminou a premiação com quatro vitórias.

Já em 2026, Daniel voltou a disputar o prêmio, dessa vez como protagonista da peça Every Brilliant Thing. O trabalho rendeu ao ator uma indicação na categoria de melhor ator principal em uma peça.

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