A morte da atriz Glória Menezes nesta terça-feira, 18, aos 91 anos, deixou o Brasil em luto e trouxe à tona uma onda de saudades e homenagens. Conhecida por sua trajetória brilhante e por papéis inesquecíveis na televisão, no cinema e no teatro, a veterana também deixou um legado imensurável fora das telas, pautado pelo afeto, pela sabedoria e por uma capacidade única de amar e respeitar a individualidade de seus entes queridos.
Entre as memórias marcantes que reaparecem neste momento de despedida, destaca-se uma história emocionante revelada em 29 de janeiro do ano passado. Na ocasião, a publicitária Mocita Fagundes, casada com o ator Tarcísio Filho, usou suas redes sociais no Dia Nacional da Visibilidade Trans para homenagear o filho, Theo Fagundes, e relembrar a postura exemplar da avó ao saber da transição de gênero do jovem.
A reação de Glória Menezes com a revelação
Em seu desabafo nas redes, a nora da artista detalhou a transformação do filho e o processo de acolhimento em família. Mocita relatou ter vivido um breve período de luto interior até perceber a felicidade do jovem em sua verdadeira identidade.
“Família, antes de mais nada, é entender, acolher, proteger, respeitar. É dar espaço e liberdade. Para ser quem se é (…). Logo o luto deu espaço ao que chamei carinhosamente de RENASCIMENTO. E assim como fiquei enlutada, vi um filho lindo e vibrante – renascer. Um filho feliz. Finalmente feliz. E foi emocionante ver o quanto ele se libertou na sua nova (e verdadeira) identidade de gênero. Afinal, quem somos nós para interferirmos na identidade de alguém? Não somos ninguém. No que isso nos afeta? Em nada”, disse ela.
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Na sequência, a publicitária emocionou os seguidores ao contar como a sogra, mesmo na casa dos noventa anos, deu uma verdadeira aula de amor imediato e aceitação: “Nunca vou esquecer a reação da Glória, uma mulher de 90 anos – quando soube da transição do Theo. Ela falou… ‘-E daí?’ (e sorriu) . Nunca mais ela chamou o Theo pelo ‘nome morto’. Nunca se enganou. Nunca errou. E ela tem 90 anos. Na minha bolha de afeto, na minha família, a EMPATIA sempre foi soberana. E nem precisava ser mãe do menino trans mais lindo desse mundo – para lutar por essa causa. Respeito à comunidade trans. Sempre”, contou.
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