Exibida originalmente até 13 de setembro de 2013, a novela Flor do Caribe marcou a faixa das 18h na TV Globo. Na época, a produção encantou o público com paisagens solares e a estética praiana de Vila dos Ventos. Contudo, um dos segredos mais curiosos dos bastidores envolve a atriz Grazi Massafera. De acordo com dados do acervo do Memória Globo, a equipe de figurino transformou almofadas, colchas, trilhos de mesa, toalhas, diretamente do Nordeste, em vestidos e batas para a personagem da artista.

A transformação fazia parte de uma pesquisa profunda comandada pelo figurinista Severo Luzardo (1962–2022). De acordo com registros da emissora e matérias do Gshow veiculadas em 2013, a equipe viajou pelo Rio Grande do Norte para valorizar o artesanato local. Com a ajuda de bordadeiras potiguares, peças de renda Renascença e bordados de Caicó foram garimpados. Consequentemente, toalhas e colchas antigas foram adaptadas para compor as roupas do elenco.

Curiosidades do figurino de Flor do Caribe com Grazi Massafera

Segundo revelou Severo Luzardo ao jornal O Globo, a transformação dos itens em roupas exigia precisão técnica. Com o auxílio de uma contramestre de costura e dois aderecistas, a equipe calculava os decotes e costuras sob medida para o corpo de Grazi. O objetivo principal era evitar o desperdício de tecido. Por causa disso, uma única toalha de quatro metros chegou a ser cortada para criar dois vestidos idênticos usados em cenas de ação.

Conforme dados do Memória Globo, a rotina de caracterização no Nordeste também envolvia cuidados com o clima quente:

  • Proteção solar contínua: A equipe aplicava filtro solar constantemente no rosto, corpo e cabelos dos atores.

  • Tons dourados na pele: O elenco usava bases douradas que funcionavam como corretivo, blush e sombra.

  • Toque pessoal da atriz: Grazi comprou brincos de cavalo-marinho em Natal para compor o visual. Consequentemente, o adorno virou um dos itens mais pedidos da CAT na época.

Bastidores das gravações de Flor do Caribe e Grazi Massafera no Nordeste

Segundo o portal de acervo da emissora, a logística movimentou mais de 100 profissionais por cerca de 40 dias no litoral potiguar. Para isso, seis caminhões e uma van saíram do Rio de Janeiro transportando 20 toneladas de equipamentos. A viagem percorreu mais de 2 mil quilômetros e passou por oito cidades, incluindo Pipa e Genipabu.

Enquanto isso, nos Estúdios Globo, a equipe construiu uma cidade cenográfica de 8.350 m² com dunas de quatro metros de altura. Por causa disso, foi possível gravar com segurança as cenas em que os personagens pilotavam buggies. Da mesma forma, o diretor de fotografia Affonso Beato usou referências do pintor Paul Gauguin para retratar com precisão as cores da região.

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