Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, morreu nesta segunda-feira (22) aos 100 anos. A informação foi confirmada pela esposa dele, a jornalista Andrea Mitchell. Segundo ela, o economista morreu em casa, em decorrência de complicações relacionadas à doença de Parkinson.

Conhecido como um dos nomes mais poderosos da economia norte-americana no fim do século 20, Greenspan esteve à frente do Fed entre agosto de 1987 e janeiro de 2006. Ao longo de quase 19 anos no cargo, trabalhou sob quatro presidentes dos Estados Unidos e se consolidou como uma referência mundial em política monetária.

Alan Greenspan - Foto: Getty Images
Alan Greenspan – Foto: Getty Images

O economista que virou símbolo de uma era

Indicado inicialmente por Ronald Reagan, Alan Greenspan ocupou cinco mandatos consecutivos na presidência do Federal Reserve. Ele atravessou momentos decisivos, como a quebra da Bolsa de Valores em 1987, a recessão do início dos anos 1990, a bolha das empresas de tecnologia e os reflexos econômicos dos ataques de 11 de setembro de 2001.

Durante os anos 1990, sua condução da economia foi associada a uma longa fase de crescimento nos Estados Unidos. O período de expansão, entre 1991 e 2001, ajudou a transformar Greenspan em uma figura celebrada também fora dos círculos financeiros, rendendo a ele os apelidos de “Oráculo” e “Maestro”.

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Legado passou a ser questionado após crise de 2008

A imagem de Greenspan, porém, foi reavaliada após a crise financeira global de 2008, ocorrida dois anos depois de sua saída do Fed. Economistas e críticos passaram a associar parte da crise à política de juros baixos e à resistência do então presidente da instituição em ampliar a fiscalização sobre o mercado financeiro.

Anos depois, ele reconheceu que havia cometido um erro ao confiar que os bancos conseguiriam se autorregular de forma eficiente. Ainda assim, sua atuação segue como uma das mais debatidas da história recente da economia mundial.

Vida longe dos números

Além da carreira na economia, Greenspan tinha uma relação próxima com a música. Antes de se dedicar integralmente à área financeira, estudou clarinete e saxofone e manteve o jazz entre suas paixões ao longo da vida.

Andrea Mitchell, com quem era casado havia 29 anos, também destacou o interesse do marido por esportes, como beisebol, tênis e golfe.

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