O falecimento do jornalista Renato Machado, aos 83 anos, ocorrido na última quinta-feira, 16, foi causado por um quadro de insuficiência cardíaca, conforme divulgado pelo Jornal Nacional.
O comunicador já possuía um histórico de cuidados com a saúde do coração: em 2009, ele se submeteu a uma cirurgia de grande porte para a implantação de nove pontes de safena, técnica que utiliza um segmento de veia da perna para criar uma rota alternativa ao fluxo sanguíneo e desviar de artérias obstruídas. Diante disso, o profissional mantinha uma rotina rigorosa de exames preventivos periódicos.
A perda do veterano lança luz sobre uma das patologias mais letais tanto em território nacional quanto no exterior. Por ser frequentemente silenciosa em seus estágios iniciais, a insuficiência cardíaca dá sinais que se confundem com o cansaço do dia a dia, como estafa desproporcional, dificuldades respiratórias e retenção de líquidos nos membros inferiores, o que costuma retardar a busca por ajuda médica e o início da terapia.
De acordo com dados oficiais da Organização Mundial da Saúde (OMS), as complicações que afetam o aparelho cardiovascular levam a óbito cerca de 18 milhões de vidas anualmente, representando quase um terço do total de óbitos mundiais. No cenário brasileiro, essas enfermidades ocupam o topo dos índices de mortalidade, gerando também uma alta taxa de ocupação em leitos e consultas no sistema de saúde pública e privada.
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Sintomas de alerta e grupos de risco
A insuficiência cardíaca se caracteriza pela perda de força do músculo cardíaco em bombear o sangue com a pressão necessária para abastecer as demandas de oxigênio de outros órgãos vitais. Esse déficit compromete diretamente o bem-estar e a autonomia do paciente. Os sinais mais frequentes que exigem avaliação de um especialista são:
- Falta de ar crônica, manifestada em repouso ou durante pequenas tarefas corporais;
- Fadiga extrema para desempenhar atividades simples do cotidiano;
- Edemas e inchaços visíveis nos pés, tornozelos, pernas ou na região abdominal;
- Aumento repentino de peso na balança gerado pelo acúmulo de líquidos corporais;
- Crises de tosse contínuas, que pioram consideravelmente ao se deitar na cama;
- Necessidade de usar mais travesseiros para conseguir dormir devido à falta de ar na horizontal;
- Sensação frequente de batimentos descompassados ou palpitações no peito;
- Perda de fôlego acentuada ao realizar caminhadas curtas ou subir lances de escada.
O cuidado deve ser redobrado para indivíduos com quadros clínicos prévios de pressão alta, diabetes, excesso de peso, histórico anterior de infarto agudo do miocárdio ou problemas estruturais nas válvulas do coração. Quem possui parentes de primeiro grau com doenças do coração também deve agendar consultas de rotina com um cardiologista, atuando de forma preventiva antes mesmo do surgimento de qualquer mal-estar físico.
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