Nesta segunda-feira, 27, completa 13 anos da morte da atriz Regina Dourado. Dona de uma trajetória consolidada na televisão, no teatro e no cinema, ela marcou gerações com personagens fortes e inesquecíveis. No entanto, além do legado artístico, uma decisão tomada durante os últimos anos de vida segue emocionando fãs: a artista optou por esconder da própria família a gravidade do câncer de mama e interrompeu o tratamento da doença.
Reconhecida como um dos grandes nomes da dramaturgia brasileira, Regina Dourado participou de mais de 20 novelas e minisséries ao longo de quatro décadas de carreira. Saiba mais sobre a trajetória da atriz, sua luta contra o câncer e a escolha que surpreendeu até mesmo seus familiares.
Origem e início da carreira
Nascida na Bahia, Regina Dourado iniciou sua trajetória artística ainda na adolescência, aos 15 anos, quando passou a integrar a Companhia Baiana de Comédias. Paralelamente, estudou canto e dança, participou do Grupo de Dança Contemporânea da Universidade Federal da Bahia, do Coral Ars Livre e do Grupo Zambo.
A estreia na televisão aconteceu em 1978, no especial A Morte e a Morte de Quincas Berro D’Água. No ano seguinte, conquistou espaço na TV Globo com Pai Herói, dando início a uma carreira que a transformaria em referência na dramaturgia nacional.
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O reconhecimento nacional veio com a minissérie Lampião e Maria Bonita (1982), na qual interpretou Joana Bezerra. Depois disso, colecionou papéis marcantes em novelas como Roque Santeiro, Renascer, O Rei do Gado, Explode Coração, Anjo Mau e América.

A decisão que surpreendeu a família
Em 2003, Regina Dourado recebeu o diagnóstico de câncer de mama. Anos depois, em 2010, a doença voltou a atingir a atriz, desta vez na mama esquerda.
Segundo revelou Oscar Dourado, irmão da artista, em entrevista à CARAS Brasil, Regina decidiu interromper o tratamento e preferiu não contar à família a gravidade de seu estado de saúde.
“A morte é decorrência da vida e ela sabia que estava abreviando a vida ao parar com o tratamento. Quando soube da situação, preferiu viver a vida com prazer e não se rendeu à covardia para viver um pouco mais”, afirmou Oscar Dourado.
O familiar também explicou que a atriz fazia questão de proteger as pessoas mais próximas.
“Ela era uma mulher muito forte e nunca queria preocupar a família. Quando perguntávamos sobre como ela estava, ela dizia que estava bem, sempre escondia qualquer fragilidade”, contou.
Regina foi internada em 20 de outubro de 2012 devido às complicações provocadas pelo câncer de mama. Dias depois, morreu em Salvador, em 27 de outubro daquele ano. Segundo o irmão, a doença já havia atingido a medula óssea e o quadro era irreversível. As declarações foram publicadas pela CARAS Brasil, enquanto as informações biográficas e profissionais também constam em registros públicos sobre a atriz.
O legado de Regina Dourado na televisão
Ao longo da carreira, Regina Dourado destacou-se por interpretar mulheres fortes e personagens populares, especialmente nordestinas, tornando-se uma representação importante da cultura brasileira na televisão.
Entre seus trabalhos mais lembrados estão Roque Santeiro, Explode Coração, Renascer, Tropicaliente, Anjo Mau, O Rei do Gado, Esperança e América. Já na Record, participou das novelas Bicho do Mato e Caminhos do Coração, seus últimos trabalhos na televisão.
Além das novelas, a atriz também construiu uma sólida carreira no teatro e no cinema, participando de produções como Corisco & Dada, Baiano Fantasma, Corpo em Delito e No Coração dos Deuses. Nos últimos anos de vida, ainda interpretou a Virgem Maria na tradicional encenação da Paixão de Cristo, em Salvador.
O reconhecimento após a morte
Mesmo mais de uma década após sua morte, Regina Dourado continua sendo lembrada pelo talento e pela independência com que conduziu sua vida pessoal e profissional.
Também à CARAS Brasil, Oscar Dourado resumiu o legado deixado pela irmã: “Ela é um exemplo de força e de independência. Foi independente financeiramente, foi bem realizada profissionalmente, no teatro, na televisão, no cinema… Teve uma vida feliz como mãe, com a família. Portanto, merece muito amor e carinho neste delicado momento.”
Em seguida, completou: “É importante ressaltar que ela foi uma mulher fortíssima, viveu seus talentos e fez o que quis da sua vida.”






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