O ator Lucio Mauro Filho, de 52 anos, pegou o público de surpresa ao revelar que enfrentou um câncer no intestino. A descoberta aconteceu de forma inesperada durante um check-up médico de rotina, realizado após o artista passar por um período delicado de saúde causado pela infecção da Covid-19.
O diagnóstico do artista acendeu o alerta sobre a importância dos exames preventivos para detectar o tumor ainda em fase inicial, quando as chances de cura são significativamente maiores.
Quais são os sinais do câncer de intestino?
Segundo o site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, esse tumor, também conhecido como câncer colorretal ou de cólon e reto, se desenvolve na região do intestino grosso. Na maioria dos casos, a doença começa de forma silenciosa a partir de pólipos, pequenas verrugas ou lesões benignas que crescem na parede interna do órgão.
Se não forem identificados e retirados a tempo, esses pólipos podem sofrer alterações genéticas e se transformar em um tumor maligno ao longo de um período de 10 a 15 anos. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil registra mais de 45 mil novos casos dessa neoplasia por ano.
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Sintomas mais comuns
Nas fases iniciais, o câncer de intestino raramente apresenta sintomas claros, o que reforça a necessidade de exames periódicos. Contudo, à medida que a lesão progride, o corpo pode dar alguns sinais de alerta que exigem avaliação médica:
- Sangramento nas fezes: presença de sangue vivo ou escuro durante as evacuações;
- Mudança no hábito intestinal: alternância frequente entre diarreia e prisão de ventre sem causa aparente;
- Dores abdominais: cólicas recorrentes, sensação de inchaço ou desconforto contínuo na barriga;
- Massa abdominal: presença de caroço ou protuberância palpável na região do abdômen;
- Cansaço e perda de peso: fadiga constante sem explicação clara.
Fatores de risco e formas de prevenção
Embora não exista uma causa única, determinados fatores aumentam a probabilidade de desenvolvimento da doença. Pessoas a partir dos 50 anos possuem maior incidência, mas o histórico familiar e o estilo de vida desempenham papéis decisivos.
Uma alimentação pobre em fibras (com pouca ingestão de frutas, vegetais e grãos) e rica em carnes vermelhas ou embutidos favorece o surgimento de lesões. O sedentarismo, o consumo de bebidas alcoólicas e o tabagismo também são considerados fatores de risco significativos.
A prevenção primária envolve a adoção de hábitos saudáveis diários e a realização do exame de colonoscopia. O procedimento permite ao médico visualizar todo o interior do intestino grosso e remover eventuais pólipos antes que eles evoluam para um quadro maligno. Médicos recomendam que homens e mulheres façam a primeira colonoscopia preventivamente aos 50 anos, ou mais cedo, caso haja histórico familiar de tumores intestinais.
Como é feito o diagnóstico e o tratamento?
O diagnóstico definitivo é confirmado por meio de uma biópsia realizada durante a própria colonoscopia, na qual um pequeno fragmento do tecido suspeito é retirado para análise em laboratório.
Uma vez confirmado o quadro, o pilar principal do tratamento é a cirurgia para a retirada do tumor e dos gânglios linfáticos próximos. Dependendo da localização e da extensão da doença, o procedimento pode ser realizado por cirurgia tradicional, vídeo (laparoscopia) ou tecnologia robótica.
A depender da avaliação da equipe médica multidisciplinar, sessões de quimioterapia ou radioterapia também podem ser indicadas para reduzir os riscos de retorno da doença.
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