Atriz da novela Três Graças viveu a dor de perder o filho caçula de forma repentina
Atriz da novela Três Graças, Ju Colombo perdeu o filho de 21 anos enquanto ele vivia nos Estados Unidos

A atriz Ju Colombo, que vive a professora Silvana na novela Três Graças, da Globo, viveu uma das maiores dores da vida: perder um filho. O filho caçula dela, Lucas, morreu aos 21 anos em Abril de 2025. Ele vivia nos Estados Unidos quando sofreu um mal súbito e não resistiu.
Em conversa no podcast Vozes do Retiro, ela relembrou como recebeu a notícia da morte do filho. “Quando deu 7h, toca meu telefone. Eu olho, e está Letícia, a amiga dele, que estuda lá também. Eu pensei: “Letícia me ligando, que coisa estranha. Aconteceu alguma coisa com o Lucas”. Aí eu atendo, e aparece um outro amigo dele em vídeo. Eu olhava atrás e não era um quarto, era uma coisa de hospital. É muito louco, porque eu tenho alguns flashes. Eu me lembro de ver que era um hospital, eu me lembro do rosto desse menino, mas, para mim, era como se fosse uma criança falando comigo. Ele disse: “Tia, o Lucas passou mal. Ele teve um mal súbito. A gente teve que trazer ele para o hospital. E ele morreu”. Quando ele falou isso, a sensação que eu tenho é que eu não ouvi. Eu só via que era uma criança dizendo uma coisa importante, e eu falava: “Chama alguém, chama alguém”. Eu queria dizer: “Chama um adulto, um adulto”. E aí eu tive um surto. Eu gritei, desliguei, liguei para o meu outro filho, que na época morava do lado da minha casa. Em fração de segundos, ele estava lá comigo. E aí eu desfaleci. Foi uma coisa assim“, afirmou.
A última conversa de mãe e filho
A artista também relembrou como foi sua última conversa com o filho antes da morte dele. “Já era madrugada de sexta-feira. E lá ainda era noite, né? Era confuso, eram quatro horas de diferença na época. A gente estava conversando, e conversou muito. Eu estava interessada porque ele estava com vários planos. Só que ele estava com uma tosse esquisita. E eu já tinha falado para ele: “Lucas, vai ao médico. Dá uma olhada. Vamos ver se é do coração, se é uma tosse do coração. A sua médica aqui já tinha falado que podia ser que, em algum momento, você tivesse que operar. Vamos nos preparar para isso, mas vai fazer os exames”. E ele dizia: “Mamãe, eu vou, vou fazer”. Eu estava trocando muito com ele no sentido de ele entender que cada desafio era uma oportunidade de expansão muito grande. Então, eu falava: “Filho, aproveita. Faz sua prática budista e faz determinações de desenvolvimento, dessas coisas do projeto que você está lidando aí”. E ele falava para mim: “Mamãe, pode deixar. Eu agora vou sozinho e vou com tudo. Eu vou para a minha vida”“, contou.
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