Ator que vive no Retiro dos Artistas diz o que teria mudado em sua vida
O ator veterano Rui Rezende, que vive no Retiro dos Artistas, fala sobre amizades e erros na vida

O ator Rui Rezende, de 87 anos, vive no Retiro dos Artistas, que é um local no Rio de Janeiro que tem casas e acomodações para veteranos das artes. Ele ficou nacionalmente conhecido em sua carreira por ter feito o personagem Lobisomem da novela Roque Santeiro.
Agora, em entrevista ao Jornal Extra, ele refletiu sobre o envelhecimento e apontou o que teria mudado em sua vida ao olhar para trás. Com sinceridade, ele apontou que devia ter tido a personalidade diferente, já que se considerava um ‘bicho do mato’ e não se aproximou das pessoas ao longo da carreira.
“Não fiz amigos. Fiz colegas. Deixei de participar de muita coisa, de conquistar muita gente. Não é arrependimento. É constatação. Era minha natureza. Hoje eu teria rompido essa barreira. Se desse para pegar o Rui de hoje e colocar lá atrás, eu cometeria muito menos erros”, disse ele.
A vida de Rui Rezende hoje em dia
Rui Rezende ainda contou sobre como é sua vida no Retiro dos Artistas. “Aqui no Retiro eu participo pouco das coisas, mas eu gosto de ter essas pessoas em volta, entendeu?“, disse ele, e continuou: “Tenho prazer em várias coisas. Tomar meu cafezinho da manhã e da tarde. Tenho prazer em resistir. Em observar o comportamento humano. Ver um bom filme, um futebol”, disse ele, que também gosta de ler e escrever.
Inclusive, ele contou que está bem de saúde. “Há 50 anos, parei de comer carne vermelha. Foi o melhor plano de saúde que fiz”, contou.
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Em 2024, em um depoimento no canal do Retiro dos Artistas no YouTube, o artista falou sobre a sua rotina no local. “Aqui encontro condições razoáveis, porque a vida é razoável. Até os milionários, um dia, vão precisar de ajuda. Eu vim para cá meio ressabiado, com essa ideia de ‘ah, é um asilo…’. Mas não, não é um asilo. Aqui, estou cercado de atenção. Tenho minha casinha e posso me nutrir com livros e cinema. Minha estadia aqui tem sido boa. Não tenho nada a reclamar“, disse ele.
E completou: “Foi uma escolha que fiz, até por conselho da minha família, da minha ex-mulher, mãe da minha filha, com quem sou muito amigo até hoje. Elas me ajudaram a vir para cá, porque o mundo lá fora está muito difícil: você quer viver num apartamento, mas precisa pagar impostos, contratar pessoas para ajudar. É uma vida complicada para alguém de 80 anos“.