A apresentadora argentina Ernestina Pais morreu aos 54 anos de idade na última sexta-feira, 26, ao ser atropelada por um trem em San Isidro, na Argentina. Ela tentava passar por uma linha de trem com seu carro quando foi atingida pela locomotiva e não resistiu aos ferimentos.

De acordo com o Jornal argentino Clarín, o acidente aconteceu por volta das 19h30 e o carro dela teria sido arrastado por cerca de 30 metros após o impacto no lado do motorista. A principal hipótese do acidente é de que a apresentadora tenha atravessado a linha enquanto a cancela estava abaixada para a passagem do trem. O serviço de resgate foi acionado, mas ela foi declarada morta ainda no local.

A causa da morte

Segundo o jornal Clarín, o laudo da perícia informou que Ernestina Pais morreu em decorrência de um grave traumatismo craniano. Ela ainda teve laceração no fígado e contusão esplênica, que é um dano no baço. O resultado do exame de sangue ainda não foi revelado.

Quem era Ernestina Pais?

Ernestina Pais era uma apresentadora e atriz argentina. Ela estava no elenco da peça O Divórcio do Ano, de José Maria Muscari, em teatros de Buenos Aires. Ela era irmã da apresentadora Federica, que comanda um programa na emissora AR12.

Ao longo de sua vida, a comunicadora já tinha se envolvido em outros incidentes de trânsito e tinha multas em sua carteira por excesso de velocidade, informou o Clarín.

Ernestina nasceu em Buenos Aires em 12 de março de 1972 e foi a fundadora da versão argentina da revista francesa Los Inrockuptibles. Ela estava na TV há mais de 20 anos e chegou a comandar um programa de TV, chamado Sabés o sonás, ao lado de sua irmão, Federica. Em sua carreira, ela ainda esteve em atrações como Mañanas informales, Caiga quien caiga, Um diá perfecto, Desayuno americano, Bailando e Intratables. Além disso, ela participou do MasterChef Celebridades.

A apresentadora deixou um filho, Benicio, fruto do antigo relacionamento com Alejandro Guyot.

Homenagem do filho

O filho de Ernestina Pais, Benicio, fez um post nas redes sociais para lamentar a morte da mãe. Ele relembrou uma foto dos dois juntos quando ele era criança e falou sobre a dor de perder a mãe em um acidente.

“Há coisas que eu adoraria te contar, mas que a eternidade levará consigo. Há momentos dentro de mim que meu cérebro jamais esquecerá. Seus constantes e persistentes “Eu te amo” sempre estarão perto de mim. Acho que não houve um único dia em que eu não tenha ouvido, naquela sua voz única, “Eu te amo, filho”. Você nunca fingiu ser algo que não era. Você sempre teve paixão por tudo o que fazia, algo que muitos morrem sem nunca sentir, e você fazia tudo com plena realização. Você era pura alegria. Eu era tudo para você, e embora fosse difícil para mim admitir, e talvez eu nunca tenha admitido, você também era tudo para mim”, disse ele.

“Você tinha muita clareza sobre seus ideais, desejos e objetivos. Sua rebeldia tinha um propósito, porque você sempre lutava para tornar tudo o que tocava ou conquistava melhor. Sua partida não é como uma morte comum. Eu te vejo na TV, nos noticiários, em fóruns online. Escapar dessa perda será difícil. Mas ela traz algo de bom. Porque tantas pessoas te admiravam e amavam o que você representava. A quantidade de mensagens que recebi me surpreendeu. Pessoas que eu não conheço, pessoas que eu não reconheço, entraram em contato comigo apenas para me dizer que as risadas e os belos momentos que você proporcionou a elas permaneceram com elas. Que o seu impacto foi real. Vou me lembrar de você com aquele sorriso largo que iluminava até o quarto mais escuro. Vou me lembrar de você com aquela risada que podia ser ouvida do outro lado da casa. Vou me lembrar de você com aquele desejo de me ver bem, apesar de todos os meus erros. Vou me lembrar de você com aquela menininha que vivia dentro de você. Você é, você foi e você será eterna. Eu te amo, mãe”, finalizou.

 

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