O ator Lima Duarte (96) passa os dias longe dos estúdios de gravação em uma propriedade rural em Indaiatuba, no interior paulista. O artista optou por uma rotina reservada em meio à natureza, em um momento em que seu legado volta ao centro das atenções com homenagens públicas que celebram sua contribuição pioneira para a história da teledramaturgia brasileira.
Onde fica o sítio de Lima Duarte e como é a propriedade
O sítio de Lima Duarte fica no município de Indaiatuba, no interior do estado de São Paulo. A propriedade rural preserva vasta área verde com árvores frutíferas, animais, lagos e uma residência ampla que guarda acervos, livros e memórias de suas décadas de carreira.
O refúgio campestre serve como residência fixa do veterano. No local, o artista cuida de hortas, caminha entre plantações e mantém um acervo pessoal com fotografias, prêmios e roteiros históricos das dezenas de novelas e filmes em que atuou desde a inauguração da televisão no país.
Como funciona a rotina diária do veterano longe dos estúdios
O cotidiano do intérprete segue um ritmo tranquilo e conectado aos hábitos do campo. A rotina inclui atividades matinais ao ar livre, alimentação baseada em alimentos colhidos no próprio solo e longas horas dedicadas à literatura e ao estudo de textos teatrais clássicos.
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Mesmo afastado de gravações diárias, o artista preserva o hábito de ler poesias e revisitar memórias de antigos colegas de profissão. Familiares e funcionários de confiança auxiliam na manutenção do espaço e garantem o bem-estar do artista na propriedade arborizada.
Quais personagens consagraram a carreira de Lima Duarte na televisão
A trajetória artística do ator reúne trabalhos fundamentais para a cultura nacional. Entre os papéis mais emblemáticos criados pelo intérprete ao longo dos anos, destacam-se:
- Sinhozinho Malta em Roque Santeiro (1985): coronel extravagante que marcou a teledramaturgia com gestos e bordões populares;
- Sassá Mutema em O Salvador da Pátria (1989): boia-fria humilde que alcança projeção no cenário político regional;
- Zeca Diabo em O Bem-Amado (1973): pistoleiro arrependido que integrou a primeira produção em cores da TV brasileira;
- Afonso da Silva em Da Cor do Pecado (2004): empresário austero focado em reconciliações familiares;
- Murat Guney em Belíssima (2005): imigrante turco carismático envolvido em disputas de grande apelo dramático.
O que motivou a escolha pelo isolamento no campo
A busca por sossego e privacidade motivou a decisão de morar fora dos grandes centros urbanos. Depois de participar das primeiras transmissões da TV Tupi nos anos 1950 e atuar por mais de sete décadas de forma contínua, a desaceleração proporcionou um ritmo saudável e contemplativo.
A convivência com a terra também estabelece conexão direta com as origens de sua infância no interior de Minas Gerais. O convívio com os animais e a vegetação nativa oferece a tranquilidade procurada pelo pioneiro da teledramaturgia para desfrutar seu tempo livre.




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