Boni, resgatou uma história marcante de sua passagem pela TV Globo. Aos 90 anos, o ex-executivo contou nas redes sociais, na terça-feira, 15, como se envolveu em uma situação tensa com a atriz Dorinha Duval e o diretor Daniel Filho.

Segundo o relato, Dorinha entrou na sala de Boni carregando uma faca e acreditava que o então marido, Daniel Filho, estava escondido no local. A atriz teria ameaçado matar o diretor e também Boni caso ele tentasse retirar o objeto de suas mãos.

“Essa pessoa era Dorinha Duval, meu amigo Daniel Filho, diretor de dramaturgia da Rede Globo”, contou Boni ao relembrar o episódio.

Confira:

Boni conseguiu retirar a faca das mãos de Dorinha Duval

Diante da situação, Boni afirmou que preferiu se aproximar da atriz e conversar com ela antes de tentar pegar a faca. Ele disse que procurou tranquilizá-la e reforçou que estava disposto a ouvi-la.

“Não, você não mata nenhuma mosca, nada, você está com essa faca aí para coisa nenhuma. Me conta aqui o que está acontecendo, chega aqui, me fala, eu sou teu amigo, eu vou ouvir”, relembrou.

Na sequência, Boni conseguiu retirar a faca das mãos de Dorinha. O relato ainda revelou que Daniel Filho realmente estava no ambiente, mas não escondido onde a atriz imaginava. Segundo o ex-chefão da Globo, o diretor havia deixado a sala pela janela antes que ela percebesse.

Depois de controlar a situação, Boni afirmou que abraçou Dorinha e tentou acalmá-la. “Dorinha, você, minha querida amiga, você jamais mataria alguém, você é uma pessoa tão doce”, teria dito à atriz.

Anos mais tarde, porém, Boni recebeu uma notícia envolvendo Dorinha que o deixou chocado. Ele contou que estava em Angra dos Reis quando ouviu pelo rádio que a atriz havia matado o marido.

“Um dia, eu estava em Angra, de repente, ligo o rádio e ouço: Dorinha Duval matou o marido. Não era o Daniel, era o outro marido. Mas, eu caí duro”, relatou.

Dorinha Duval matou o marido em 1980

O crime mencionado por Boni aconteceu em 5 de outubro de 1980. Dorinha Duval matou a tiros o publicitário Paulo Sérgio Garcia Alcântara, seu então marido, durante uma discussão.

Na época, a atriz alegou ter agido em legítima defesa e afirmou que sofria humilhações constantes no relacionamento, incluindo situações relacionadas à diferença de idade entre os dois.

Dorinha foi condenada pelo crime e, depois do episódio, não voltou a trabalhar na televisão. A atriz havia conquistado notoriedade em produções como O Bem-Amado (1973) e O Sítio do Picapau Amarelo.