O ator Alan Alda abriu detalhes sobre um sinal pouco conhecido que o levou a descobrir uma doença neurodegenerativa. O astro de 90 anos, famoso por seu trabalho na clássica série “M*A*S*H*” e indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo filme “O Aviador”, revelou um estranho hábito noturno. Esse comportamento funcionou como um aviso de que estava com a doença de Parkinson.
O artista relatou possuir o costume de encenar seus sonhos enquanto estava dormindo. Esse distúrbio do sono gerou um incidente noturno que acabou envolvendo a sua esposa, Arlene. Durante uma entrevista concedida ao programa CBS Mornings, o astro relembrou a situação inusitada que vivenciou ao lado da companheira.
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“Sonhei que alguém estava me atacando. Então, peguei um saco de batatas e o joguei na pessoa. O que eu estava fazendo, na verdade, era jogar um travesseiro na Arlene, minha esposa”, recordou o veterano de Hollywood sobre o episódio que chamou a atenção para o seu quadro físico.
Descoberta do Parkinson e sintomas ocultos
Esse comportamento incomum aconteceu sem a presença de sinais clássicos associados à doença neurodegenerativa. O ator recebeu o diagnóstico formal de Parkinson no ano de 2015, mas aguardou três anos para tornar a notícia pública. Sobre a ausência de indicativos tradicionais no início, esclareceu a situação. “Eu não tinha espasmos, tremores nem problemas na voz”, disse ele.
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O veterano apresentava sinais do chamado Transtorno Comportamental do Sono REM, referenciado pela sigla RBD. Essa condição específica ocorre porque o cérebro não paralisa os músculos esqueléticos da pessoa durante a fase do sono REM. Como resultado dessa característica, o paciente realiza movimentos físicos literais ao encenar os sonhos que tem na madrugada.
O Transtorno Comportamental do Sono REM possui associação frequente aos casos de Parkinson. O material original destaca que o surgimento do distúrbio do sono não significa que todas as pessoas afetadas pelo sintoma receberão obrigatoriamente a confirmação posterior do distúrbio neurológico.
Bom humor na rotina com a doença
Com o diagnóstico consolidado, o ator passou a lidar com os efeitos diários utilizando o seu característico bom humor. O artista detalhou como convive com as interferências provocadas pelo Parkinson no exato momento em que precisa realizar tarefas básicas do cotidiano utilizando aparelhos de tecnologia na sua residência.
“Estou lá no teclado do computador escrevendo um e-mail, e o ‘Dr. Parkinson’ fica movendo minha mão pela tela. Estou com o mouse, e ele vai eliminando e apagando coisas de que preciso”, disse ele, rindo. “De vez em quando, fico frustrado, mas encontro algo engraçado na situação e vou contar para a Arlene”, pontuou.

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