A atriz Claire Digon, de 88 anos, abriu o coração sobre envelhecimento, amores, traições, carreira e família em entrevista ao Jornal Extra. Moradora do Retiro dos Artistas há 19 anos, Claire afirmou que se sente bem no local e valoriza a estrutura que encontrou por lá.
“Há 19 anos. Se fosse ruim, eu não ficava uma semana. Tenho casa, comida e roupa lavada de graça. Tem gente que não dá valor. Eu dou. Faço de conta que é a minha casa de infância, em Bonsucesso. Tenho bons vizinhos… Participo das atividades. Sou feliz aqui”, disse ela ao Extra.
Atriz relembra traições
Na entrevista, Claire contou que foi traída em diferentes momentos da vida amorosa, mas afirmou que nunca permitiu que as decepções a destruíssem. Segundo ela, o primeiro casamento aconteceu quando tinha 21 anos.
“Não me deixava sofrer. Quando ficava magoada, seguia em frente. Já fui traída, mas nunca deixei isso acabar comigo. Casei aos 21 anos com o primeiro namorado, e virgem. Durou cinco anos. Dei um flagra nele beijando na boca de uma mulher. Quando chegou em casa, a roupa dele estava toda na mala. E eu falei: “Te manda!””.
Claire também afirmou, na entrevista, que foi traída pelo segundo marido e por um namorado. “Me traiu também, foi feio. Teve também um namorado que eu peguei beijando outra num baile. Fazer o quê? Parte pra outro, a fila anda”.
Exemplo da mãe marcou sua visão sobre amor
Ao explicar sua forma de lidar com relações amorosas, Claire citou a história da mãe. Segundo a atriz, ela viu a mãe sofrer depois que o marido saiu de casa para viver com outra mulher.
“Coitada, tenho muita pena dela, porque morreu de amor aos 45 anos. Papai foi o primeiro e único homem dela. Saiu de casa, foi embora com outra, e ela chorava, chorava. Foi definhando aos poucos. O sofrimento deu-lhe um câncer no estômago. Aquilo serviu de exemplo pra mim”.
Hoje, Claire diz que não pretende se envolver novamente. À publicação, ela afirmou que não tem relações sexuais há 18 anos.
“Não. Sou livre! Homem dá trabalho. Essa semana, teve um aí querendo, mas eu disse: “Não dá”. Para ter paciência com homem, a gente anula praticamente 50% da gente. Não tenho relação sexual há 18 anos”.
Carreira começou ainda na infância
Claire também falou sobre o início de sua relação com a arte. Criada em Bonsucesso, no Rio de Janeiro, ela contou que estudou em uma escola pública dirigida por Cecília Meireles e que era chamada para interpretar personagens em festas cívicas.
“Espevitada. Eu estudei numa escola pública cuja diretora era Cecília Meireles. Na hora do hino nacional, ela ficava em pé na varanda, linda! Nas festas cívicas, mandava me chamar para interpretar personagens da história do Brasil. Acho que foi ali que nasceu a atriz”.
Dor pela perda da filha
Durante a entrevista, Claire também falou sobre a maior dor que enfrentou. A atriz perdeu a filha Celeste, que morreu aos 53 anos após ter um tumor no intestino, segundo relatou ao Extra.
“Perder a minha filha Celeste. Não existe dor maior do que perder filho. Ela era a minha maior amiga. Teve um tumor no intestino e morreu. Isso faz três anos, ela se foi com 53”.
A atriz contou que mantém relação próxima com os filhos e netos. Segundo ela, os familiares falam com ela por telefone todos os dias.
Assista à entrevista completa:

+Siga o canal da CARAS Brasil no Instagram e receba as principais notícias dos famosos em tempo real: Clique aqui para seguir!
Comentários
O que você achou dessa matéria?
Participe da conversa
Entre ou crie sua conta para deixar um comentário.