Os apaixonados por novelas clássicas ganharam um motivo de sobra para comemorar com a chegada da versão original de Selva de Pedra (1972) ao Globoplay. Anteriormente, apenas o remake de 1986 estava disponível no catálogo. Com isso, a novidade na plataforma de streaming permite ao público reencontrar rostos marcantes da televisão brasileira em ambas as versões. Na segunda adaptação, a atriz Maria Zilda Bethlem interpretou a marcante Laura Vilhena. Neste momento, a estrela carioca, atualmente com 74 anos de idade, está há exatamente uma década longe das novelas na TV aberta. Sua última participação fixa em folhetins ocorreu em Êta Mundo Bom!, exibida originalmente em 2016.

De acordo com informações do portal NaTelinha/UOL, a veterana continua na ativa, embora esteja mais afastada dos estúdios da TV Globo. Ela vem se dedicando nos últimos anos aos palcos do teatro e a produções para o cinema e streaming. Mantendo uma presença forte e ativa nas redes sociais, Maria Zilda já declarou seu desejo de retornar às novelas. Inclusive, ela chegou a fazer um apelo sincero por novos convites de trabalho na televisão.

Veja como a atriz está atualmente:

O brilho de Laura Vilhena em Selva de Pedra

Na trama que marcou época no horário nobre da TV Globo, Maria Zilda Bethlem deu vida a Laura Vilhena. A personagem trazia uma metalinguagem sutil. Trata-se de uma ex-atriz que conseguia conquistar o coração do poderoso e milionário empresário Aristides “Tide” Vilhena, vivido por Walmor Chagas.

Segundo dados do Memória Globo, Laura era a perfeita tradução do glamour da alta sociedade carioca da década de 1980. Portanto, ela circulava pelos núcleos mais luxuosos da história vestindo figurinos impecáveis.

Mesmo sendo alvo de forte desconfiança por parte dos filhos do empresário, Caio (José Mayer) e Cíntia (Beth Goulart), Laura provou que seus sentimentos eram legítimos. Ela não agia por interesse financeiro. Ainda segundo o Memória Globo, a personagem rompeu os estereótipos da época. Afinal, foi construída como uma mulher leal, de bom caráter e grande amiga do protagonista Cristiano Vilhena (Tony Ramos).

Na época das gravações, em 1986, a artista cruzava o auge absoluto de sua carreira na televisão. Isso porque ela vinha de sucessos estrondosos como Guerra dos Sexos (1983) e Vereda Tropical (1984).

Símbolo de beleza, cinema premiado e direção em família

A trajetória de Maria Zilda na cultura brasileira vai muito além de seus papéis marcantes na televisão. Conforme destacado pelo portal UOL, sua voz rouca e marcante, aliada a um carisma inquestionável, transformaram a atriz em um dos maiores símbolos de beleza do país.

Prova desse status foi o convite para estampar a capa da edição especial de dez anos da revista Playboy no Brasil, em 1985. No entanto, a estrela costuma reforçar em entrevistas ao UOL que o teatro sempre foi sua grande paixão artística.

Reconhecimento internacional e versatilidade no cinema

Além do mais, ela faz parte de um grupo seleto de artistas que alcançaram prestígio tanto na TV quanto no cinema. Maria Zilda demonstrou versatilidade ao atuar nos bastidores da indústria cinematográfica. Ela assinou a produção executiva e estrelou o longa-metragem Minha Vida em Suas Mãos (2001).

Sua prateleira de prêmios exibe troféus de Melhor Atriz no Festival de Montreal por A Intrusa (1979). Por sua vez, também venceu no Festival de Brasília por Vagas para Moças de Fino Trato (1992) e em Gramado por Eu Não Conhecia Tururu (2000).

Mãe de Rodrigo Bethlem e do diretor de cinema Raphael Vieira, a veterana encara a maturidade sem tabus. Inclusive, ela trabalhou com o filho no filme Untouched (2017). Em depoimentos recentes ao UOL, ela afirmou com orgulho que não esconde a sua idade.

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