O Vaticano informou na tarde desta terça-feira, 13, que o papa Leão XIV passou por uma cirurgia bem-sucedida para a retirada de um tumor no pulmão. Durante o procedimento médico, o exame histológico realizado confirmou a presença de um adenocarcinoma pulmonar, um tipo de câncer de pulmão que já era tratado como uma suspeita pelos exames pré-operatórios executados antes da intervenção.
Após o término da operação, o líder da Igreja Católica foi encaminhado de volta para o seu quarto no hospital para dar início ao processo de recuperação. De acordo com os boletins divulgados pela equipe de comunicação do Vaticano, a expectativa dos profissionais de saúde é de que o restabelecimento do pontífice leve cerca de uma semana.
Detalhes do procedimento cirúrgico e estado de saúde do papa
Em comunicado oficial divulgado para a imprensa, o escritório do Vaticano detalhou o tempo de permanência e os procedimentos adotados durante a operação. “O Santo Padre permaneceu na sala de cirurgia por cerca de três horas, enquanto a intervenção teve duração aproximada de 90 minutos. A cirurgia foi bem-sucedida e não houve complicações”, informou a nota oficial.
Para garantir a eficácia total do tratamento médico, a equipe médica optou por retirar uma seção do órgão do pontífice. “Para assegurar a radicalidade da intervenção, foi removido o lobo inferior do pulmão direito por meio de técnica videoassistida”, acrescentou a nota oficial sobre os cuidados cirúrgicos tomados durante o procedimento.
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Aos 71 anos, o papa teve o nódulo identificado durante a realização de exames médicos de rotina. Conforme as informações apresentadas anteriormente, a alteração foi detectada ainda em estágio inicial e apresentava uma localização bem delimitada. Este representa o primeiro problema de saúde de maior relevância enfrentado pelo pontífice desde a sua eleição em maio de 2025.
O que é o adenocarcinoma de pulmão?
O adenocarcinoma é um tipo específico de câncer de pulmão que se origina a partir das células glandulares, estruturas que possuem a função de produzir substâncias como o muco no organismo. A condição faz parte do grupo conhecido como carcinomas de células não pequenas, categoria que reúne os tumores mais frequentes registrados nesse órgão do corpo humano.
Representando cerca de 50% dos casos diagnosticados de câncer de pulmão, esse subtipo de tumor costuma se desenvolver na região periférica do órgão. A doença surge a partir de alterações ocorridas no DNA das células, que passam a se multiplicar de maneira desordenada. A identificação precisa é fundamental para orientar a escolha do tratamento adequado, já que o câncer de pulmão reúne tumores com características e prognósticos variados.
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