Sucesso internacional no filme O Agente Secreto, indicado ao Oscar deste ano, o ator Wagner Moura (50) revelou por que não vê como viável a possibilidade de voltar a atuar em novelas no Brasil — pelo menos por enquanto.

O grande obstáculo para seu retorno ao gênero, segundo o próprio Wagner, é o longo tempo de comprometimento que um projeto desse nível exige — algo incompatível com seu atual momento profissional.

É um compromisso muito longo. Um ano inteiro você fica agarrado a isso“, apontou, em entrevista concedida à edição da última terça (4) do programa Conversa com Bial.

O último papel de Moura em folhetins foi o vilão Olavo, que ele interpretou em Paraíso Tropical (2007), da Globo. O personagem antagônico acabou caindo nas graças da audiência, sobretudo por sua peculiar dinâmica de amor e interesse com a prostituta Bebel (Camila Pitanga).

Mesmo estando tanto tempo longe do folhetins, Wagner se diz apreciador do gênero e reconhece, acima de tudo, a importância cultural que o ele possui no Brasil.

A novela é, também, um patrimônio da cultura brasileira. Eu adoro ver novela! Hoje eu vejo menos, mas eu vi muita novela“, entregou.

O ator destaca também como o ritmo frenético de gravações dos folhetins brasileiros foi fundamental para que ele se adaptasse a uma rotina de trabalho mais intensa, conciliando vários projetos ao mesmo tempo.

Na novela, você tem que chegar e ‘pá, pá, pá’. Nesse momento frenético que estou vivendo, estou chegando num set sem saber o script, por exemplo. Isso a novela me deu“, detalhou.

Wagner Moura já era um dos queridinhos do cinema nacional quando atuou em Paraíso Tropical. Antes disso, porém, ele chegou a estrelar outra produção do gênero: A Lua Me Disse (2005), hoje disponível no catálogo do Globoplay.

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