A cantora Lissa Martins (42) falou sobre o processo de luto que ainda enfrenta pela morte do marido, JP Mantovani (1979-2025). A tragédia completa um ano nesta segunda-feira (21).

Ainda tenho a sensação de que não aconteceu. Sinto que ele foi trabalhar, viajar… Me pego muitas vezes em momentos assim, até que vem a realidade de que ele não vai mais voltar“, desabafou ela, em entrevista ao Gshow.

É um processo que fica meio em looping: um dia está tudo bem, como se ele fosse voltar; no outro, vem a realidade. Fico meio que rodando em círculos“, explicou.

A experiência a fez entender que lidar com a perda de um ente querido é um processo extremamente pessoal. “O luto não é uma receita de bolo, é um dia de cada vez. Cheguei à conclusão de que a melhor coisa é partilhar, porque o luto não é linear. Eu me cobrei um pouco no início, não vou mentir. Achei que tinha um tempo, mas não, é muito individual.

Lissa sublinhou ainda a importância de sua rede de apoio para encarar a situação. “É essencial ter ajuda. É um momento delicado e é muito difícil passar por isso sozinha.

Sei as pessoas com quem posso contar. Muita gente quer te dar um abraço, acolher, mas não sabe como, e é muito natural. Eu me vejo também no lugar dessas pessoas. Se uma amiga passasse por uma situação como essa, ficaria meio perdida, sem saber o que fazer“, compreende.

A cantora encontra forças no amor que segue sentindo por JP para continuar adiante. “Ele era muito para cima. Penso muito nele, que gostaria de me ver seguindo. Isso tudo me motiva. Às vezes, eu me pego borocoxô e acredito que, se ele pudesse dizer alguma coisa, seria: ‘Erga a cabeça, segue, vai’. Então, quero viver, honrá-lo e proporcionar à nossa filha [Antonella, 9] o que ele gostaria de fazer também.

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