americanos que combateram na Segunda Guerra Mundial, em filme que será rodado na Itália, baseado no romance Miracle at St. Anna, de James McBride. “Encontrei recentemente um veterano negro que lutou em Iwo Jima e ele me disse que ficou magoado pelo fato de não ter encontrado um único afro-americano nos dois filmes de Clint Eastwood”, justifica o diretor, um apaixonado pelas questões sociais. “Os EUA começaram a lembrar o sacrifício de soldados negros em filmes sobre a Guerra do Vietnã, mas antes disso, nas produções sobre a 2ª Guerra Mundial os soldados negros são quase invisíveis”, revela Lee, que afirma que a contribuição dada por eles ao esforço de guerra americano naquela época foi ainda mais paradoxal, já que, em seu país, eles ainda sofriam forte segregação racial. “Eles se comportaram como patriotas, enquanto seus irmãos eram linchados ou, na melhor das hipóteses, vistos como cidadãos de segunda categoria”, conta. O cineasta levará para a telona a história de um grupo de soldados da 92ª Divisão, conhecida como Divisão Búfalo, formada inteiramente por negros que combateram a ocupação nazista na Toscana, e da amizade surgida entre um deles e um órfão italiano de 6 anos. (Sexta-feira, 08/06/2007)