O tradicional jantar de gala da Associação dos Correspondentes da Casa Branca, realizado no luxuoso Hilton Hotel em Washington, contou com um presidente Barack Obama (47) em dia de excelente humor, fazendo piadas sobre tudo e sobre todos, o que deixou encantados os cerca de 2700 convidados que pagaram 200 dólares para participar do evento, cuja arrecadação será doada a obras de caridade e bolsas de estudo para jornalistas. Mais que em outros anos – a festa é realizada desde 1924 -, o que atesta a popularidade do presidente, desta vez Hollywood em peso compareceu. Estavam lá nomes como os casais Steven Spielberg (62) e Kate Capshaw (55), Kevin Bacon (50) e Kyra Sedwick (43), Ashton Kutcher (31) e Demi Moore (46), Sting (57) e Trudie Styler (55). “Eu não queria estar aqui, mas foi um dos problemas que herdei da administração Bush”, brincou Obama, provocando o riso imediato da pri meira-dama, Michelle Obama (45), e dos animados participantes da reunião black-tie.

“Nem sei como me deixaram ficar numa mesa tão próxima à do presidente”, comentou um também bem-humorado Ashton Kutcher, que dividiu suas impressões por meio do twitter com sua rede social de 1 milhão de pessoas. “Foi uma grande noite.”

O presidente disse à estrelada plateia que está confiante em estabelecer várias metas para os próximos cem dias de sua administração. “Uma delas será perder a calma. Outra será usar menos o teleprompter, enquanto meu vice, Joe Biden, passará a usá-lo mais vezes”, brincou novamente, referindo- se às conhecidas gafes de Biden durante discursos feitos na base do improviso. Segundo Obama, não há dúvida de que serão cem dias bem-sucedidos: “Tão incríveis que vamos completálos em apenas 72 dias. No 73o vou descansar”, disse o presidente.

Obama comentou ainda seu relacionamento político com Hillary Clinton (61), pouco amistoso durante a campanha, antes que ela fosse nomeada secretária de Estado. “Nun ca estivemos tão próximos. Da segunda vez em que ela voltou do México, me deu um abraço e um grande beijo e aconselhou-me a visitar rapidamente o país”, disse o presidente, brincando até mesmo com a gripe provocada pelo vírus influenza A e originária do México. Mas o líder americano também teve momentos de seriedade no discurso, em que elogiou a imprensa por manter o governo sob vigilância. “Um governo sem jornais, sem uma mídia dura e vibrante, de todos os tipos, não é uma opção para os Estados Unidos.”