Patos e marrecos são da ordem dos anseriformes, família dos anatídeos. Ambos são chamados de duck em inglês. No Brasil, recebem o nome de marreco anseriformes pequenos. Mas convencionou-se chamar de marreco, em especial no Sul, o pato-de-pequim (Anas boschas), de origem asiática, que é uma das espécies mais criadas hoje. Ela foi levada para a Europa em 1872 e a Alemanha se tornou grande criador. Ainda há muitas espécies de marreco selvagem no Brasil. Além do marreco-de-pequim, são reproduzidos em cativeiro para comercialização da carne ou das penas o de Ruão (França); o marreco corredor indiano (Ásia); e o Campbell, da Inglaterra. A ave tem bico alaranjado, largo, ligeiramente convexo, adaptado para comer alimentos pastosos. A cauda é curta e as asas são pequenas e fechadas junto ao corpo. Ao contrário dos patos, são resistentes, ganham peso precocemente e exigem poucos cuidados. A cor da plumagem varia de acordo com a espécie. Ao final de dois meses e meio estão prontos para abate, com cerca de 2,50 quilos. Podem ser abatidos também entre 10 e 12 meses. Mas a carne da ave jovem é mais tenra e suculenta. Embora mais escura, é mais magra do que a do pato, mas igualmente saborosa. O peito tem mais gordura, porém concentrada entre músculo e pele, o que facilita a remoção. Com o marreco-de-pequim se faz a iguaria chinesa marreco laqueado, cuja pele crocante é servida com uma espécie de panqueca. O marreco recheado é muito popular entre os imigrantes germânicos no Sul do Brasil. Em geral o recheio é preparado com os miúdos da ave, cheiro-verde e pão. Pratos como caldos e sopas, assados ou refogados se adaptam a patos e marrecos. Assim como a carne desfiada, que pode compor recheios, crepes, risotos e canjas. Receitas, produção e estilismo culinário: Maria Luiza de Brito Ctenas. Pesquisa de texto e informações nutricionais: Neide Rigo, nutricionista.

Saúde

É ruim para Compor dietas de emagrecimento, pelo alto valor calórico, sobretudo se consumido com pele e gordura; e para quem está com colesterol alto, pelo elevado teor dessa substância. É bom para Compor dietas ricas em proteínas, que são muito importantes para a formação e a restauração das células e para o crescimento e desenvolvimento do organismo.

Ficha técnica

100 g de carne de marreco assada, sem pele, contêm: Calorias – 201 Proteínas – 23,5 g Gordura – 11,2 g Colesterol – 88,7 mg Vit. A – 23 RE Vit. B1 – 0,26 mg Vit. B2 – 0,471 mg Niacina – 5,11 mg Ác. pant. – 1,5 mg Vit. E – 0,701 mg Ferro – 2,7 mg Fósforo – 203 mg Potássio – 252 mg Selênio – 19,9 mcg Sódio – 64,7 mg

Como se escolhe

Encontra-se nas redes de supermercados, em geral congelado. Aves vendidas como marrecos no Sul às vezes são apresentadas no restante do país como pato. Ou seja, o nome comercial pato ou marreco não é padronizado segundo a espécie. Na dúvida, consulte o produtor. Encontra-se inteiro, inteiro com recheio ou em partes como coxa, sobrecoxa e peito. Observe no marreco congelado se a pele está clara, sem machucados, manchas ou rasgados. Rejeite se estiver ressecada, que pode resultar do uso de técnicas inadequadas no congelamento, de armazenamento e manipulação incorretos ou por dano na embalagem.

Como se prepara

Se quiser assar inteiro, deixe marinando de um dia para o outro em um tempero que pode conter sal, pimenta, cominho, vinagre ou vinho. Para assar uma ave de 2 a 3 kg, deixe por 30 min a 220 graus, depois mais 1 e 1/2 hora a 180 graus para cozinhar bem por dentro. Os minutos iniciais em temperatura alta ajudam a extrair o excesso de gordura em aves como patos, marrecos, gansos. Calcule mais 25 min. no forno caso a ave seja recheada. Regue de vez em quando para não ressecar. Para saber se está pronta, espete um palito na inserção da coxa: escorrerá um líquido rosa-claro. Se ainda estiver vermelho, deixe por mais alguns minutos no forno.

Minha receita

Ana Hickmann (modelo e apresentadora de televisão)Ana Hickmann (modelo e apresentadora de televisão) Marreco recheado à acelga Fure a ave. Tempere-a com uma mistura de 2 alhos socados, 1 col. (sopa) rasa de sal, 1 col. (chá) de pimenta, 1/2 xíc. de limão e 1 de vinho branco. Reserve (4 horas). Faça o recheio. Doure os miúdos do marreco picados em 1 col. (sopa) de manteiga. Cozinhe pondo aos poucos 2 xíc. de água fervente. Junte 1 cebola ralada. Deixe dourar. Incorpore 1 xíc. de cheiro-verde e presunto picados. Tire do fogo. Ponha 2 xíc. de miolo de pão molhado em 1/2 xíc. de leite, 2 ovos, 1/2 xíc. de creme de leite. Recheie o marreco (reserve a vinha-d’alhos). Costure-o. Coloque na assadeira. Passe nele 2 col. (sopa) de manteiga e 1 xíc. de óleo. Cubra de papel alumínio. Asse (90 min.) regando com a vinha-d’alhos coada. Tire o papel. Doure. Retire. Sirva marreco e talos de acelga aferventados e passados na manteiga.