ADRIANA ALVES: “DERRUBO QUALQUER LEÃO”

ATRIZ CONTA QUE JÁ FOI DISCRIMINADA, FESTEJA PAPEL NA TV E NAMORO COM OLIVIER

A condessa da novela Duas Caras exibe sua ótima forma em passeio de jangada e relaxa em Porto de Galinhas, Pernambuco.
A condessa da novela Duas Caras exibe sua ótima forma em passeio de jangada e relaxa em Porto de Galinhas, Pernambuco. - João Passos/ Brasil Fotopress

por Natália Lopes

Ela não pode andar na rua que as pessoas a chamam de condessa, referência clara de que a personagem de Adriana Alves (31) na novela global Duas Caras caiu no gosto dos brasileiros. O papel da condessa Finzi-Contini é considerado pela atriz um presente. “É uma grande mulher, que tem como objetivo tornar o mundo melhor”, afirma.

Mas não é só a vida profissional de Adriana que está em ascensão. Ela também celebra um novo amor. Há três meses namora o chef-padeiro- galã Olivier Anquier (48). “Nossa relação é perfeita! Temos muita afinidade”, garante a atriz, que em folga das gravações viajou para Porto de Galinhas, em Pernambuco, e descansou no Enotel Resort e Spa.

– Por que a condessa “pegou”?
– Acredito que as pessoas se comovem com a história que o Aguinaldo Silva criou para mim. No início eu era a Morena, apenas uma garota simples que, depois de ser vítima de exploração sexual na Europa, encontra alguém que lhe dá dignidade. Minha personagem usa a trajetória como um estímulo para mudar esta situação tão próxima de outras brasileiras. É bom saber que abordo tema tão polêmico.

– Como se preparou?
– Precisei mudar o jeito de andar, falar e ser mais delicada nos gestos. Para isso, uma amiga embaixatriz, que mora no exterior, me deu dicas. No final, ganhei elogios. Ela disse que eu tinha mais classe que muita condessa de verdade!

– E como vai o namoro com Olivier Anquier?
– Está ótimo! Foi amor à primeira vista, porque ninguém nos apresentou. Nos aproximamos naturalmente, em um almoço, em São Paulo, depois nos conquistamos. Foi tudo no momento certo.

– Ele é um bom namorado?
– Olivier faz tudo o que uma mulher gosta e me surpreende a cada atitude. É muito romântico. No meu aniversário, eu estava no Rio gravando e ele, em São Paulo. Fiquei trancada o dia inteiro no estúdio e só tive folga à noite. Pois Olivier viajou de carro, embaixo de chuva, só para ficar comigo. Não é uma demonstração de carinho?

– Então é um relacionamento sério. Pensam em casar, ter filhos?
– Claro que sim, mas não agora. Tenho um ótimo relacionamento com os filhos dele, Julia e Hugo, mas não quero adiantar nada.

– Duas Caras mostra um casal inter-racial, a Júlia e o Evilásio. Você e Olivier se encaixam neste caso. Já sofreram preconceito?
– Não, mas garanto que vamos derrubar qualquer leão que surja. No dia-a-dia ninguém tem coragem de expor seu preconceito. Vivemos cercados de amigos, e sempre ultrapassei obstáculos na vida. Se esse for mais um, vou superá-lo também.

– Você já foi discriminada?
– Ah, sim… As pessoas duvidam da sua capacidade por causa da origem simples, por ser mulher e negra. Passei por momentos difíceis, porém a minha resposta é acreditar no que faço, mostrar que sou competente. Ao vencer, provo que posso fazer a diferença e tenho certeza de que atitudes como estas reduzem o racismo no nosso país.