Em meio às perguntas ligadas à misteriosa e precoce morte do cantor Michael Jackson, aos 50 anos, na quinta-feira, 25, uma questão desperta especial polêmica: o futuro dos três filhos do astro, Michael Joseph Jackson Jr. (12) – conhecido como Prince – Paris Michael Katherine Jackson (11) e Prince Michael Jackson II (7), ou somente Blanket. O caçula, fruto de inseminação artificial, nunca teve o nome da mãe revelado, mas os dois mais velhos nasceram do casamento de três anos do rei do pop com a ex-enfermeira Debbie Rowe (50). A loira, que se afastou dos holofotes nos últimos anos, arrebatou manchetes com uma declaração bombástica. ”

Não era o esperma do Michael!”, revelou ela ao tabloide inglês The News of the World, afirmando que Michael Jr. e Paris também foram concebidos via inseminação artificial e que o sêmen era de um doador anônimo e não de Michael Jackson. “Michael tinha se divorciado (de Lisa Marie Presley), estava sozinho e queria filhos. Fui eu quem disse: ‘eu terei seus bebês’. Ofereci meu útero, era um presente. Fiz isso para deixá-lo feliz”, contou ela.

Debbie e Michael se conheceram em meados dos anos 1990, quando ela trabalhava na clínica do dermatologista Arnold Klein. Em novembro de 1996, se casaram no civil no Sheraton Hotel de Sydney, Austrália. Debbie estava grávida de seis meses do primeiro filho do casal. Meses após o nascimento do primogênito, Debbie engravidou novamente. “É claro que foi inseminação artificial. Paris foi concebida em Paris (França), por isso ganhou este nome”, contou ela ao jornal Daily Mail. “Nós nunca tivemos relação sexual. Ele só queria ter crianças. E queria que parecêssemos uma família.”

Debbie teve complicações no parto e ficou estéril. Seis meses após dar à luz, a ex-enfermeira pediu o divórcio e concordou em receber por nove anos cerca de 13 milhões de reais e uma casa em Beverly Hills para abrir mão da custódia das crianças. Em 2005, ela recorreu da decisão e um novo acordo foi firmado em segredo.

Para Debbie, Michael era “um pai exemplar e muito amoroso”. Padrinho das crianças, o ator Mark Lester também elogia a forma como o astro criava os pequenos. “Eles são as crianças mais adoráveis e felizes. Não são como você imaginaria filhos de superstars; eles são dedicados e espertos”, disse Mark.

Ainda segundo fontes próximas da família, Michael era extremamente devoto aos filhos, gostava de levá-los a museus e, apesar de as crianças não frequentarem uma escola, eles eram educados em casa – prática comum nos Estados Unidos – e estavam sempre às voltas com os livros.

Na contramão, a ex-funcionária da família Grace Rwaramba (42), que trabalhou por mais de dez anos como babá até ser despedida em dezembro, disse à imprensa britânica que teme pelo que possa acontecer às crianças. Segundo ela, o astro era viciado em analgésicos. “Ele misturava muitos remédios. Em alguns momentos ficava tão mal que não deixava que seus filhos o vissem”, afirmou ela.

Desde a morte do astro, os três herdeiros estão sob cuidados da avó paterna, Katherine Jackson (79). Segunda, 29, ela obteve a custódia provisória dos netos, concedida pelo juiz Mitchell Beckloff, da Suprema Corte de Los Angeles, e já estão marcadas duas audiências para definir a guarda definitiva. O processo já gera polêmica, pois a advogada de Debbie Rowe ressalta que sua cliente ainda é parente legal de Prince e Paris, sem comentar, porém, se a mesma brigará pela custódia deles.