Médico alerta para vício relatado por Vanessa Lopes: ‘Não podemos descartar o risco de câncer’

A influenciadora digital Vanessa Lopes usou as redes sociais para falar sobre um vício e o impacto que isto trouxe para sua saúde

Vanessa Lopes
Vanessa Lopes - Foto: Globo/Paulo Belote

Vanessa Lopes chocou o público ao usar as redes sociais e  revelar que quase perdeu a voz devido ao vício em cigarro eletrônico. A influenciadora confessou ter abandonado o uso do produto após um médico fonoaudiólogo alertar sobre o perigo e gravidade da situação.

A ex-BBB disse que o uso do cigarro eletrônico chegou a causar um calo na prega vocal, pneumonia, bronquite e agravamento de asma.“Um certo dia, meu médico virou para mim e disse: ‘Você vai perder a sua voz’. E aí eu cortei o cigarro eletrônico da minha vida. Não foi tão fácil quanto parece […] Quando a gente tem um vício, a abstinência é bizarra, dói muito”, disse Vanessa Lopes nas redes sociais.

O que diz o médico especialista?

Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista o médico Dr. Paulo Reis, otorrinolaringologista graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com tem Título de Especialista em Otorrinolaringologia pelo Hospital das Clínicas da UFMG e em Medicina do Sono pela ABMS. 

Segundo o Dr. Paulo Reis, o uso do cigarro eletrônico sem dúvida representa um risco para as cordas vocais, devido a substância tóxicas presentes no vapor/fumaça, apresentando nicotina, solventes como formaldeído, além de metais pesados e outras substâncias sabidamente tóxicas para o organismo.

Qual a relação com a voz?

O médico aponta que o uso do cigarro eletrônico representa um risco para as pregas vocais, podendo causar irritação, inflamação, edemas (inchaço) e isso pode levar a rouquidão. A exposição a esse vapor do cigarro eletrônico pode causar lesões no epitélio das pregas vocais, que é a camada superficial de proteção.

“Com isso, pode ocorrer uma remodelação intensa deste epitélio, um processo que altera a estrutura normal dos tecidos, levando a uma diminuição da flexibilidade das pregas vocais. Esse é um fator que contribui para a formação destes calos”, avalia.

Dados que chamam a atenção

Segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o tabagismo é reconhecido como uma doença crônica causada pela dependência à nicotina presente nos produtos à base de tabaco. O tabagismo tem relação com vários tipos de câncer. O Dr. Paulo Reis complementa. 

“Não podemos descartar o risco de câncer futuro, pois como se trata de um hábito novo, ainda não foi mensurado os impacto de longo prazo. Assim como aconteceu com o cigarro convencional que foi descoberto que era cancerígeno décadas depois início do uso, o mesmo tende a acontecer com o vape”, finaliza ao analisar casos como da influenciadora

Leia também: Vanessa Lopes faz desabafo ao revelar que abandonou vício: ‘Não foi fácil’

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DR. PAULO REIS: otorrinolaringologista especialista em Medicina do Sono e coordenador científico do grupo Bonviv Brasil. Membro da Associação Brasileira de Medicina do Sono (ABMS) e da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF). Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem Título de Especialista em Otorrinolaringologia pelo Hospital das Clínicas da UFMG e em Medicina do Sono pela ABMS. CRM/MT 6693 | RQE 2579 | RQE 4114.