Médico sobre câncer enfrentado por Drica Moraes: ‘Apesar de não ser comum, é uma doença agressiva’
Drica Moraes tornou pública sua batalha contra o câncer; em entrevista à CARAS Brasil, o Dr. Jorge Abissamra explica o caso

No mês de julho, Drica Moraes (56) comemorou um marco comovente e inspirador em sua trajetória: os 15 anos de seu transplante de medula óssea, que ela descreve como o início de sua “segunda vida”. Em 2010, a atriz recebeu o diagnóstico de leucemia mieloide aguda. Hoje, ela está totalmente recuperada e curada.
O que diz o oncologista?
Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista o Dr. Jorge Abissamra, médico oncologista e coordenador da Oncologia da Hospital Santa Clara e coordenador da Oncologia da HapVida Intermedica NotreDame, que explica este diagnóstico.
“A leucemia mieloide aguda (LMA) é um tipo de câncer do sangue e da medula óssea, onde são produzidas as células sanguíneas. Na LMA, ocorre uma alteração genética nas células imaturas da medula, chamadas ‘blastos’, que deveriam se transformar em glóbulos brancos saudáveis. Em vez disso, essas células passam a se multiplicar de forma descontrolada e não funcionam adequadamente, comprometendo a produção normal do sangue”, declara.
Quais os sinais?
Os sinais geralmente estão ligados à queda na produção das células sanguíneas normais:
- Anemia: cansaço, palidez, falta de ar;
- Plaquetas baixas: sangramentos fáceis, manchas roxas na pele sem motivo aparente;
- Glóbulos brancos alterados: maior risco de infecções, febre persistente;
- Outros sintomas incluem perda de apetite, perda de peso e dores ósseas.
Dados que chamam a atenção
Segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o número estimado de casos novos de leucemia para o Brasil, para cada ano do triênio de 2023 a 2025, é de 11.540 casos. O Dr. Jorge Abissamra esclarece.
“Representa cerca de 1 a 2% de todos os cânceres e aproximadamente 30% das leucemias em adultos. Apesar de não ser comum, é uma doença agressiva e que exige diagnóstico e início de tratamento rápidos”, diz.
Qual o tratamento?
Apesar de cada caso ser individual e exigir acompanhamento com um especialista, o tratamento envolve quimioterapia intensiva para eliminar as células doentes e permitir a recuperação da medula óssea. Em muitos casos, após a quimioterapia, pode ser indicado o transplante de medula óssea, especialmente em pacientes mais jovens ou com maior risco de recaída.
“Nos últimos anos, surgiram também terapias-alvo e imunoterapias, que têm ampliado as opções e melhorado as chances de resposta em pacientes mais idosos ou que não toleram quimioterapia agressiva”, finaliza o oncologista ao analisar casos como da atriz Drica Moraes.
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