Médica faz alerta sobre síndrome enfrentada por Fernanda Paes Leme: ‘O sofrimento é real’
A gastroenterologista Bárbara Mariano comentou os desafios da doença crônica que afeta a atriz Fernanda Paes Leme, e deu detalhes sobre o tratamento

A atriz Fernanda Paes Leme (42) comentou publicamente sobre sua experiência com a Síndrome do Intestino Irritável (SII). Ao revelar o diagnóstico em 2017, a apresentadora relatou as mudanças na rotina com relação à alimentação e atividade física após sentir dores provocadas pela doença crônica, que causa a desordem no funcionamento do órgão.
À CARAS Brasil, a médica gastroenterologista Dra. Bárbara Mariano comentou sobre as complicações da doença que afligem pacientes como Fernanda Paes Leme. Ela explica que a síndrome pode ser controlada a partir de mudanças estruturais na alimentação, na prática de atividades físicas e na maneira como a pessoa que convive com a condição lida com o estresse.
Segundo a especialista, a Síndrome do Intestino Irritável (SII) é uma condição gastrointestinal funcional que atinge milhões de pessoas em todo o mundo, como as famosas Yasmin Brunet e Cher. Os sintomas mais comuns são episódios de dor abdominal, gases, sensação de inchaço, desconforto após as refeições e alterações no funcionamento intestinal, como constipação, diarreia ou ambos.
O processo de diagnóstico
Ainda que não apresente risco de morte, a doença pode ser uma barreira na qualidade de vida dos pacientes. “A dor costuma melhorar após a evacuação, o que é uma pista clínica importante”, conta a médica sobre a identificação do quadro. “Por ser uma síndrome de caráter funcional, sem alterações estruturais visíveis, muitos quadros são negligenciados. Mas o sofrimento é real, e o tratamento adequado transforma a rotina da pessoa”, acrescenta.
A Dra. Bárbara ainda explicou o processo de diagnóstico da doença: “O diagnóstico da SII é clínico e se baseia na presença de sintomas típicos, como dor abdominal recorrente associada a alterações do hábito intestinal, sem que haja alterações em exames laboratoriais ou endoscópicos. Para isso, usamos os critérios de Roma IV, que são diretrizes internacionais atualizadas que nos ajudam a identificar o quadro a partir de padrões bem definidos, desde que outras doenças mais graves, como doença inflamatória intestinal ou intolerâncias alimentares, já tenham sido descartadas por meio de investigação médica adequada.”
Segundo a especialista, o tratamento pode oferecer uma melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes. “Com o tempo, observamos redução dos sintomas gastrointestinais, melhora na disposição, maior controle emocional e retorno da autonomia. É um processo de cuidado contínuo, mas os benefícios são duradouros”, destaca.
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