Médico explica como é o tratamento para epilepsia, condição de Laura Neiva: ‘Cada cérebro é único’

À CARAS Brasil, o médico Saulo Nader comentou sobre os desafios ocasionados pela condição neurológica da atriz Laura Neiva

Laura Neiva
Laura Neiva - Foto: Reprodução/ Instagram/ @neivalaura

A atriz Laura Neiva (31) deu detalhes sobre seu quadro de epilepsia e surpreendeu o público com sua experiência com a condição neurológica. Após revelar o diagnóstico em 2020, ela falou abertamente sobre a doença, e incentivou as pessoas a buscarem informações corretas e ajuda para lidar com os desafios das crises.

O médico neurologista Dr. Saulo Nader explicou à CARAS Brasil como a epilepsia pode gerar diversas complicações nas vidas dos pacientes. Ele também detalhou quais são as causas da condição enfrentada por Laura Neiva e como é feito o tratamento.

Segundo o especialista, é necessário o uso de medicamentos para controlar as crises epiléticas. “A base do tratamento são os FAEs (fármacos anti-epilépticos), que controlam as crises na maior parte dos casos. Quando bem indicado e bem conduzido, o paciente pode viver completamente livre de crises. Além disso, o acompanhamento regular com neurologista e o ajuste individualizado da medicação são fundamentais. Cada cérebro é único”, explicou.

Riscos para pacientes sem tratamento

O neurologista afirma que a epilepsia não tratada pode levar a várias complicações nos pacientes como:

  • Quedas e acidentes durante crises;
  • Problemas de memória e atenção;
  • Impacto na vida social e emocional;
  • Em casos raros, risco de morte súbita relacionada à epilepsia (SUDEP).

Causas da epilepsia

De acordo com o Dr. Saulo, existem várias causas possíveis para doença, que costumam ser divididas em três fatores:

  • Genéticas: quando há uma predisposição familiar, mesmo sem lesão visível no cérebro;
  • Estruturais: sequelas de traumatismo craniano, AVC, infecções (como meningite), tumores ou malformações;
  • Metabólicas e imunológicas: que costumam ser mais raras.

O médico ainda destaca que há situações em que a causa não é identificada nos pacientes. “Em alguns casos, mesmo com toda a investigação, não encontramos a causa. É a chamada epilepsia de causa desconhecida, mas que também pode ser tratada com sucesso”, afirmou.

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Médico neurologista (CRM-SP:146114) pela USP, atua fortemente como comunicador em saúde dentro do tema TONTURA, sua área de maior expertise. É membro oficial da Bárány Society, a sociedade internacional de experts em Tontura e Vertigem, e foi coordenador (2022-24) do Departamento Científico de Tontura da Academia Brasileira de Neurologia. É médico do Hospital Albert Einstein.