Médica aponta sintomas de quadro que atingiu jornalista da Record: ‘Os sinais são parecidos’

Adriana Perroni, jornalista da Record, recebeu o diagnóstico de uma trombose no braço após internação para tratar uma infecção no rosto; entenda

Adriana Perroni, jornalista da Record
Adriana Perroni, jornalista da Record - Foto: Reprodução/Instagram @adriana.perroni

No início de agosto, Adriana Perroni (44), jornalista da Record, precisou ser internada novamente e descobriu uma trombose no braço. Antes, ela ficou duas semanas afastada para tratar uma celulite facial e retornou ao hospital após perceber um novo inchaço no rosto –então, recebeu o novo diagnóstico de sua saúde.

Para entender melhor os sintomas de uma trombose no braço, a CARAS Brasil entrevista a cirurgiã vascular Aline Lamaita. A especialista explica que, apesar de ter sinais parecidos com a trombose nas pernas, o quadro que atingiu a jornalista da Record possui algumas especificidades.

Comparando com a trombose nas pernas, os sinais são parecidos, mas no braço eles costumam ser mais localizados e, muitas vezes, associados a um fator desencadeante claro, como procedimentos médicos, trauma e evolução de uma flebite superficial após aplicação de alguma medicação endovenosa, por exemplo“, explica.

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Lamaita diz que o quadro também pode ser chamado de trombose venosa de membros superiores, e ocorre quando um coágulo de sangue se forma dentro de uma veia do braço, assim dificultando ou bloqueando o fluxo sanguíneo. Então, os primeiros sintomas aparecem.

Os sintomas mais comuns são inchaço repentino, dor ou sensação de peso no braço, calor e vermelhidão na área afetada. A pele pode adquirir coloração arroxeada e as veias superficiais podem ficar mais evidentes.”

Em alguns casos, há limitação dos movimentos e sensação de tensão. Pacientes com cateteres venosos, port-a-cath ou que passaram por punções repetidas percebem o início dos sintomas de forma mais rápida e intensa“, completa a especialista.

O impacto da trombose no Brasil

A trombose é considerada uma condição comum, atingindo uma em cada quatro pessoas no mundo, segundo a Fundatec. No Brasil, o quadro causa mais de 165 internações diárias no Sistema Único de Saúde (SUS), com um total de mais de 489 mil hospitalizações entre janeiro de 2012 e agosto de 2023, segundo dados do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV).

Fatores como sedentarismo, imobilidade prolongada, tabagismo e a Covid-19, mesmo em formas assintomáticas,  são associados ao aumento da doença –que é a terceira causa mais frequente de morte por doença cardiovascular, atrás do enfarte e do acidente vascular cerebral (AVC).

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Dra. Aline Lamaita é cirurgiã vascular (CRM: 101355) membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia, do American College of Phlebology, e do American College of Lifestyle Medicine. Formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (2000), hoje dedica a maior parte do seu tempo à Flebologia (estudo das veias). Possui ccurso de Lifestyle Medicine pela Universidade de Harvard (2018) e pós-graduação em Medicina Integrativa e Longevidade saudável. Também possui título de especialista em Cirurgia Vascular pela Associação Médica Brasileira / Conselho Federal de Medicina. @alinelamaita.vascular