Roberto Justus sofre lesão jogando Pickleball e médico comenta: ‘Reduz a capacidade’

Em entrevista à CARAS Brasil, o ortopedista Carlos Cedano fala sobre a lesão de Roberto Justus e explica o processo de recuperação em casos cirúrgicos

Roberto Justus realiza operação no joelho após lesão
Roberto Justus realiza operação no joelho após lesão - Foto: Reprodução/Instagram

Na última quarta-feira, 14, Roberto Justus (70) apareceu nos stories da esposa, a modelo Ana Paula Siebert (37), utilizando muletas. No vídeo, a esposa do empresário ironiza que ele está usando o dispositivo de forma não convencional e explica a situação na legenda: “Roberto operou ontem e a gente ri porque a gente acende as luzes da casa com a muleta!”

Por meio dos vídeos publicados no perfil de Ana Paula, Roberto Justus explicou a operação que realizou e o motivo de estar usando muletas: “Eu operei meu menisco, ontem estava de repouso porque machuquei meu menisco com muito jogo de pickleball”, afirmou.

Em entrevista à CARAS Brasil, o ortopedista Dr. Carlos Cedano explica a lesão no menisco de Roberto Justus e fala sobre as possíveis causas, tratamentos e o processo de recuperação para um joelho saudável no futuro.

“Os meniscos são estruturas fibrocartilaginosas em forma de C que ficam dentro dos joelhos. Cada joelho tem dois, um mais interno e outro mais lateral”, explica o ortopedista. “Eles funcionam como amortecedores do impacto, ficando entre o fêmur e a tíbia, protegendo as cartilagens dos ossos de lesões e desgaste”.

O especialista explica que os meniscos podem sofrer lesões crônicas, que vão acontecendo ao longo de anos em um processo degenerativo, e por isso são mais comuns em indivíduos mais velhos, ou roturas agudas, geralmente em entorses.

“As lesões agudas podem acontecer em qualquer idade e são mais frequentes em atividades que envolvem movimentos bruscos e mudanças repentinas de direção, como esportes com drible como futebol e futsal, ou tênis, pickleball e outros”, alerta.  

Essas lesões são muito variáveis, podendo causar dor ou travamento no joelho. Dependendo do seu tipo, pode ser realizado o tratamento conservador, ou seja, não cirúrgico. No entanto, na maioria dos casos, o tratamento cirúrgico é a melhor opção, sendo ele: a Meniscectomia, que seria a retirada da parte lesada, ou a sutura do menisco.  

“A sutura, quando pode ser realizada, preserva o menisco inteiro, mas necessita de um período de até 6 semanas sem apoio do membro, enquanto o menisco cicatriza,” esclarece Carlos. “Já a retirada de parte do menisco tem uma recuperação mais rápida, com poucos dias de muletas, mas reduz a capacidade de amortecimento de forma proporcional à extensão da retirada, aumentando o impacto e favorecendo o desgaste articular”.

O Dr. Carlos Cedano explica que a redução da capacidade de amortecimento é a maior razão pela qual se retira apenas a parte realmente lesada, buscando preservar ao máximo o local e evitar a retirada total, que apesar de comum há algumas décadas, hoje é evitada e muito rara.

“Independente da técnica cirúrgica utilizada, hoje em dia elas são sempre realizadas por videoartroscopia, sendo muito menos agressiva para o paciente e com recuperação muito mais rápida que as antigas cirurgias abertas”, tranquiliza o ortopedista.

Quando questionado sobre a recuperação, o especialista explica que a fisioterapia é sempre necessária para a recuperação completa do paciente, mesmo em casos como o de Roberto Justus: “Lesões menores em geral permitem ao paciente um retorno às atividades sem restrições, mas em lesões maiores pode ser necessária uma redução das atividades que envolvem impacto”, afirma.  

Para o médico, é necessário algumas cautelas especiais para retornar à prática de atividades esportivas, como o uso de tênis com bom amortecimento. No caso da corrida ou outros esportes com impacto, recomenda-se treinar em solo mais macio, como grama, terra, saibro.

“O fortalecimento muscular dos membros inferiores, principalmente a musculação, também é muito importante para proteger os joelhos de lesões ou evitar o agravamento de lesões já existentes”, conclui o Dr. Carlos Cedano.

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Dr. Carlos Cedano é médico (CRM 84.635 SP) formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em Ortopedia, Traumatologia (RQE 63980), Cirurgia da Mão e Microcirurgia pelo HC / USP. Com MBA em Gestão em Saúde pelo Einstein/Insper é Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão e Examinador na prova para obtenção do Título de Ortopedia pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Atualmente é Coordenador da equipe de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Regional de Cotia e Coordenador da Residência Médica de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Regional de Cotia. Preceptor do Curso de Ortopedia da Universidade Cidade de São Paulo (UNICID) e atende em consultório particular em Alphaville, em SP. @drcarloscedano