Médico explica interrupção na quimioterapia de Preta Gil após diagnóstico: ‘Muita dor’

Preta Gil faleceu após luta contra o câncer; durante o tratamento, a cantora precisou interromper a quimioterapia por conta de um diagnóstico

Em novembro de 2024, Preta Gil apresentou o diagnóstico de cálculos renais
Em novembro de 2024, Preta Gil apresentou o diagnóstico de cálculos renais - Foto: Reprodução/Instagram @pretagil

No último domingo, 20, Preta Gil (1974-2025) faleceu aos 50 anos de idade. Ela lutou pelos últimos dois anos contra as complicações de um câncer no intestino, também chamado de câncer de cólon ou colorretal. No ano passado, no mês de novembro, a cantora precisou interromper a quimioterapia após ser diagnosticada com cálculos renais, que causaram a obstrução de seu cateter.

“Fiz exames e descobri que estava com cálculos renais, o que ocasionou a obstrução do meu cateter. E hoje precisei passar por uma cirurgia para fazer a troca do meu Duplo J. A gente teve que interromper a quimioterapia, porque não daria para continuar, mas não vai dar nenhuma diferença no tratamento”, disse Preta Gil em novembro de 2024. 

O que diz o nefrologista?

Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista o Dr. Henrique Carrascossi, médico nefrologista e coordenador do Instituto do Rim Carrascosi. Ele explica sobre o diagnóstico que afetou a cantora durante a batalha contra o câncer.

“O quadro descrito pela Preta Gil indica que ela estava com cálculos renais, as chamadas pedras nos rins, que migraram para o ureter (o canal que liga o rim à bexiga), causando uma obstrução. Isso compromete a passagem da urina e pode gerar muita dor, além de prejudicar a função renal. Para contornar essa obstrução, ela utilizava um cateter ureteral chamado Duplo J, que mantém a passagem aberta. A dor na pelve e na lateral do abdômen é típica desse tipo de complicação, e quando o cateter sofre obstrução por cálculo ou secreção, muitas vezes é necessário trocá-lo cirurgicamente para restabelecer o fluxo urinário”, declara.

Qual a relação do diagnóstico com o tratamento da quimioterapia?

O Dr. Henrique Carrascossi menciona que, em situações especialmente quando há infecção associada ou risco de comprometimento renal, a equipe médica pode optar por suspender temporariamente a quimioterapia. 

“Isso acontece porque o tratamento oncológico pode afetar a imunidade e os rins, tornando o organismo mais vulnerável. A prioridade nesses casos é estabilizar o quadro urológico e evitar que a função renal se deteriore, o que poderia, inclusive, impedir a continuidade segura do tratamento contra o câncer”, finaliza ao avaliar casos como da cantora Preta Gil.

Leia também: Preta Gil teve choque séptico durante tratamento e médico explica: ‘Emergência médica’

CONFIRA A PUBLICAÇÃO DE GILBERTO GIL, PAI DE PRETA GIL, QUE CONFIRMA O ÓBITO DA FILHA: 

 
 
 
 
 
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Dr. Henrique Carrascossi: Médico Nefrologista (CRM 125.571) há 15 anos, especialista em doenças dos rins, com residência médica e título de especialista em nefrologia pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e Associação Médica Brasileira (AMB). Professor de medicina da Universidade de Araraquara (UNIARA) e supervisor do programa de residência médica em clínica médica da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) na UNIARA. Também atua como médico coordenador assistencialista da enfermaria de clínica médica do Hospital de Ensino da Santa Casa de Araraquara, além de coordenar o Instituto do Rim Carrascossi.