Psicóloga aponta impactos de crise que Gisele Bündchen enfrentou: ‘Estado de alerta’

Em 2024, Gisele Bündchen recordou as crises de pânico que sofreu no início da carreira; entenda a seguir como momento pode impactar

A modelo Gisele Bündchen
A modelo Gisele Bündchen - Foto: Reprodução/Instagram @gisele

Ícone do mundo da moda, Gisele Bündchen (44) já falou sobre ter enfrentado crises de pânico no início da carreira. Em meados de 2024, em entrevista ao programa Mais Você (Globo), a modelo contou que por volta de seus 23 anos sofria com os ataques, que podem trazer impactos para a qualidade de vida de diversos pacientes.

Para entender melhor sobre as crises de pânico que já atingiram Gisele Bündchen, a CARAS Brasil entrevistou a psicóloga e psicanalista Fabiana Guntovitch. A especialista em comportamento explica que, durante o episódio “o corpo entra em estado de alerta máximo“.

Como a crise de pânico pode afetar o corpo?

Guntovitch explica que existem alguns sinais físicos que surgem ao enfrentar uma crise de pânico. “Há taquicardia, falta de ar, tremores, sensação de desmaio ou até de morte iminente“, pontua a especialista, que acrescenta sobre os efeitos na mente.

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Embora o pânico em si não represente risco real de vida, ele gera um sofrimento psicológico intenso e, quando recorrente, pode levar a quadros de isolamento, medo de sair de casa (agorafobia), insônia e depressão“, completa.

Durante a entrevista, a modelo contou que também convivia com a depressão e, após buscar por ajuda médica, entendeu que seu estilo de vida e alimentação contribuíram para o quadro. “A vida estava muito rápida, eram dois dias em cada país. […] Comia qualquer coisa, não estava dormindo bem, não estava me exercitando.”

O impacto da crise de pânico para outras doenças

Recentemente, a cantora britânica, Jessie J (37) revelou ter passado por uma crise de pânico após receber o diagnóstico de câncer de mama em estágio inicial. A especialista explica que, em casos como o da artista, o quadro pode impactar em outras esferas.

Além disso, no caso de pacientes com câncer, pode interferir no apetite, na adesão ao tratamento e na imunidade —por isso, o cuidado com a saúde emocional é parte fundamental da jornada de cura“, completa Guntovitch.

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Fabiana Guntovitch é psicóloga (CRP: 06/215789) e psicanalista, pós-graduada em Neurociência e Comportamento e apaixonada pela subjetividade do ser humano. Um de seus propósitos enquanto profissional é quebrar preconceitos acerca da saúde mental e ajudar pessoas a se relacionarem melhor consigo mesmas e com as pessoas que mais importam em suas vidas.