TRAVESSURAS DE RENATO ARAGÃO E SUAS MUSAS

Com a mulher, Lílian, e a caçula, Livian, o eterno Didi volta a Orlando para as férias

Eles moram no Rio mas têm na Disney o seu segundo lar. Com Orlando como o seu destino preferido fora do Brasil, o ator, humorista, produtor e diretor Renato Aragão (74) e suas duas joias, a doce Lílian Taranto Aragão (41), sua mulher há 17 anos, e a filha do casal, Livian (10), adoram passear pelos quatro parques da Disney, especialmente o que mais tem a ver com o universo artístico da família: o Hollywood Studios, antigo parque MGM. Lá, entre passeios e brincadeiras, Renato falou à CARAS sobre lazer, trabalho e a imensa admiração que tem pela caçula, que já estrelou com ele os longas O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili; Didi, o Caçador de Tesouros e O Guerreiro Didi e a Ninja Lili e, pelo visto, tomou gosto pelo showbiz. “Enquanto ela estiver entre as primeiras da turma, pode fazer o que quiser”, avisa o paizão, sem disfarçar o orgulho pela pequena de lindos cachos castanhos.

– Você e Lílian sempre gostaram da Disney?
– Já vínhamos antes, mas desde que Livian fez 1 ano de idade, voltamos à cidade duas vezes por ano. Estamos aqui por ela, nossa filha é a nossa prioridade, mas eu também adoro, muito mais que Miami, por sinal. Em Orlando as pessoas sempre estão felizes, aqui todo mundo fica de ‘calça curta’. (risos)

– O que mais gosta de fazer nas temporadas em Orlando?
– Fazer nada é o melhor. Recebemos os amigos em casa, vamos jantar em restaurantes como o Benihana, o asiático fusion no Hilton, vou ao shopping, eu mesmo faço as compras de supermercado. Também gosto de sentar e ver as pessoas passarem… Nos sentimos em casa aqui.

– Muitos fãs se aproximam de você aqui na Disney?
– Mais do que no Rio, onde moramos, sabia? Acho que lá eles estão mais acostumados com a gente. Aqui o assédio é maior, pois há brasileiros de todos os Estados. É sempre uma abordagem muito carinhosa e eu dou o máximo de atenção que posso.

– Você já tem sua mulher como seu braço-direito, de produtora a conselheira. Como é atuar com sua filha caçula?
– É uma delícia fazer tudo em família, pois aí estamos sempre juntos. Aqui mesmo, durante os dias de descanso, eu e Lílian discutimos os próximos projetos, fazemos contatos, reuniões por telefone. Não há esta separação ‘hora do trabalho, hora da família’. Isso tudo somos nós. Atuar com minha filha é incrível. Na hora do trabalho, ela sempre me surpreende. Ela é crítica consigo e com os outros. Conversamos coisas do tipo: ‘Nesta cena você foi bem, naquela poderia ter feito diferente’. Ela entende tudo. A vontade artística e a segurança de Livian me fascinam. Ela sabe quando entrar, sabe quando sair. Ela tem o timing.
Lílian – Livian é uma garota incrível. É de uma generosidade… Não pede nada para ela. No último especial que fez com Renato, eles ficaram duas semanas gravando sem parar. Ela não reclama.

– E se Livian quiser seguir a carreira de atriz?
– Para mim é cedo. Ela tem uma desinibição nata, nasceu dentro dos sets, sabe se comportar, sabe como decorar textos. Mas não sei dizer se ela tem talento suficiente. Isso só o tempo mostra. Se ela quiser, eu apoio. Mas tem de estudar muito. Isso é um consenso entre eu e Lílian. Ela só faz trabalhos comigo pois está entre as primeiras da turma. Senão, não faria.

– Quais os projetos para este ano, além de A Turma do Didi?
– Não filmarei um longa-metragem, vou me dedicar a dois seriados na Globo, ambos com cinco capítulos. Um deve ir ao ar na semana do Dia das Crianças, em outubro, e terá Livian como protagonista. O outro é para janeiro de 2010. Planejo filmar aqui em Orlando, no Rio e na Amazônia. Ainda faço o meu especial de fim de ano e o Criança Esperança.

– Você não se cansa?
Lílian – O Renato? Nunca. Ele tem mais energia que nós duas e a nossa equipe inteira. (risos)
Renato – Não me canso. Eu simplesmente amo o que faço. Orgulho-me da minha carreira e de iniciativas como já ter filmado, desde 1965, 47 longas, muitos deles recordistas de bilheteria, em um país em que nem sempre o cinema é bem tratado. E tenho mais um motivo para comemorar: a Europa Filmes lançou 40 dos meus filmes, incluindo os três primeiros, em preto-e-branco. A caixa apenas não inclui os sete mais recentes. Isso é um projeto futuro.