A MEMÓRIA E AS CANÇÕES DO MESTRE JOÃO BOSCO

Na Ilha de Caras, ele seduz vips com clássicos seus e de outros autores e narra saborosos causos

A top Izabel Goulart (24), uma das Angels da Victoria Secret, mediu as palavras para definir seu encantamento com o show de João Bosco (61) na Ilha de CARAS. Depois de pensar um pouco, usou referências de seu universo fashion para criar uma original comparação. “Ele é como Chanel, nunca sai de moda”, disse, ao lado do namorado, o empresário Marcelo Costa (23). A frase realça a química que envolveu os convidados e o cantor em uma noite mágica. Totalmente à vontade, João admitiu que fez “Fiquei muito impressionada como João é visceral!” (Babi) Palmas do casal Izabel Goulart e Marcelo Costa, Maria Cândida e Babi. Nos detalhes, Gazolla, Vera Viel e Rodrigo Faro, Jorge Pontual, Angela, Rômulo Arantes e Mariana Leão. uma apresentação inusual. Além de mostrar alguns de seus clássicos, interpretou canções de outros autores que foram fundamentais para sua formação musical e contou saborosas histórias. “Isso não é comum nos shows. Em teatros, a gente quase não fala. Tem marcações, iluminação. Por isso, é muito bom poder desfrutar a intimidade do público em momentos como esse. Me senti como na sala de minha casa”, exultou o cantor para a mulher, Angela.

A felicidade com a apresentação, no entanto, foi precedida por momentos de tensão. Uma sensação comum e até bem-vinda. “O frio na barriga obriga a ter disciplina no trabalho, a nunca deixar de estudar. É preciso de técnica para tocar, lembrar as canções. Música tem um caminho, não dá para fazer de qualquer jeito”, destaca João, que ensaia exaustivamente para interpretar seu repertório. Todas as madrugadas, ele costuma repassar perto de cem de suas mais de 400 canções. “Não dá para ficar dois ou três dias sem tocar violão”, avisa. Entre tantos clássicos, o cantor abriu sua apresentação de forma cronológica, com Bala com Bala, canção em parceria com Aldir Blanc (62) gravada por Elis Regina (1945- 1982) em 1972. Foi a senha para que ele falasse sobre o início de sua carreira, quando trocou Ouro Preto, onde estudava engenharia, pelo Rio. E, em seguida, gravou sua primeira canção, o lado B do compacto que trazia Águas de Março. Depois de interpretar este clássico de Tom Jobim (1927-1994), de quem apresentou também Lígia, João fez homenagens a Noel Rosa.