SHERON MENEZES INTENSA

Destaque da Grande Rio e vivendo cada segundo

Todos os dias, Sheron Menezes (25) olha um trecho da letra de Tomara, de Vinicius de Moraes (1913-1980), que decora seu quarto: “A coisa mais divina que há no mundo é viver cada segundo como nunca mais”. É assim, vivendo intensamente o presente, que a atriz gaúcha contou na Ilha de CARAS que encara a vida. “Quando a gente menos espera, acontecem as melhores coisas”, ensina ela, que no carnaval carioca brilhou como destaque da Grande Rio. Separada desde janeiro do ator Miguel Thiré (26), com quem namorou oito meses, ela segue a sua filosofia de não fazer planos. “Não sou do tipo que diz querer ficar sozinha ou namorar. As coisas acontecem”, afirma. Longe das novelas desde Duas Caras, Sheron volta à TV como a hostess Milena em Caras e Bocas, trama das 7 que estreia em abril.

– Por que o namoro acabou?
– Estamos em momentos diferentes, mas não significa que brigamos. Deu muito certo enquanto durou. Amizade e carinho continuam. Uma relação serve para a gente conhecer pessoas, acumular amigos.

– Consegue ficar bem só?
– Sou namoradeira, de namorar sério. Casei cedo, tive uma relação de quatro anos com o escritor Eron (Cichowski). É legal ter alguém para conversar, dividir , fazer festa. Mas não sou do tipo ‘ficadeira’.

– Você se considera sexy?
– Não me sinto assim. Me acho interessante para conversar, sair. Sou de usar vestido, tênis, rasteirinha. Mas há quem ache isso sexy.

– Como administra a fama?
– Não adianta dizer que a profissão não tem nada a ver com a vida. O público não entende que você é diferente do personagem. Claro que existem os abusados. Mas se você está chateado, fica em casa. Não acredito também em quem diz que a fama nunca subiu à cabeça. Um dia ninguém te conhece, no outro, todos amam. É estranho, mas é algo rápido. Tem que saber o momento de voltar. No meu primeiro trabalho, confesso que me deslumbrei um pouco. Mas depois passou, pronto. Sou normal. desde que vim para o Rio, há sete anos, muita coisa mudou. vejo muitos atores negros chegando, bonitos e talentosos. E vêm para ficar, conquistar espaço.

– Está realizando seus sonhos?
– Acabei de comprar um apartamento. Agora quero ser feliz, trabalhar. E tenho um projeto cultural, de inclusão social e estímulo à leitura, o Cantando e Contando Princesa Violeta. É sobre um livro homônimo escrito por minha mãe, Veralinda Menezes, para mim. Ela vai em escolas e creches para contar e cantar a história de uma princesa negra. Na minha infância, não podia ser a Cinderela ou a Branca de Neve. Com o projeto, a criança pode ter uma referência, sonhar em ser a princesa Violeta. Mas a gente não foca só nisso, tem mais histórias.